Obama conversa com Mubarak e pede reformas no Egito

Ambos conversaram por telefone na noite desta sexta, 29, após Mubarak dissolver seu gabinete de governo e prometer 'mais democracia e liberdade'

Agência Estado,

29 de janeiro de 2011 | 10h53

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, convocou o mandatário egípcio, Hosni Mubarak, a dar passos concretos em direção a reformas políticas e a manter a promessa de trabalhar pela democratização do país. Ambos conversaram por telefone na noite desta sexta-feira, 29, após Mubarak dissolver seu gabinete de governo e prometer "mais democracia e liberdade."  

 

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"Eu disse que ele tem a responsabilidade de dar significado a essas palavras, de dar passos concretos e executar ações que cumpram essas promessas", disse Obama. A conversa entre ambos durou cerca de 30 minutos. Foi a primeira vez que o presidente norte-americano falou publicamente a respeito dos violentos protestos no Egito, que neste sábado entraram no quinto dia.

"O povo do Egito tem direitos que são universais. Isso inclui o direito de associação e de se reunir pacificamente. O direito à livre expressão e à possibilidade de determinar seu próprio destino. Estes são direitos humanos", disse Obama, durante entrevista na Casa Branca. Ele também pediu que o governo egípcio dê fim ao bloqueio ao acesso à internet e à telefonia celular. "Uma nova geração de cidadãos tem o direito de ser ouvida."

Centenas de manifestantes voltaram neste sábado às ruas do centro do Cairo, gritando slogans contra Hosni Mubarak horas depois de o presidente ter dissolvido seu gabinete de ministros e prometido reformas. Há 30 anos no poder, ele recusou-se a renunciar e disse que nomeará um novo ministério ainda hoje.

A visão de manifestantes em confronto com a polícia pelo quinto dia consecutivo indica que o discurso de Mubarak, levado ao ar pela televisão logo depois da meia noite local, não conseguiu amainar os ânimos da população, que protesta contra a pobreza, o desemprego e a corrupção.

Segundo a rede de TV Al Jazeera, 53 pessoas morreram desde o início dos protestos. O governo admite a morte de 35 pessoas, entre elas dez policiais. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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