Obama corre risco de atentado 4 vezes mais que Bush

Barack Obama corre risco de ser assassinado por supremacistas brancos. A afirmação é de Ronald Kessler, autor do livro "In the President?s Secret Service - Behind the Scenes with Agents in the Line of Fire and the Presidents They Protect" (O serviço secreto do presidente - Por trás da cena com agentes na linha de fogo e os presidentes que eles protegem), que traz entrevistas com mais de cem agentes responsáveis pela proteção do atual líder norte-americano e seus antecessores. Todos os dias, Obama recebe em média 30 ameaças de morte. Quase quatro vezes mais do que George W. Bush. Segundo Kessler, o ex-presidente era ameaçado 3.000 vezes por ano - perto de 8 por dia. "Para complicar, cortes de verba deixaram os presidentes norte-americanos mais sujeitos a ataques."

AE, Agencia Estado

17 de setembro de 2009 | 10h03

Indagado sobre se a causa para o crescimento nas ameaças seria a posição política de Obama, mais ligado a causas liberais, como a reforma do sistema de saúde, Kessler respondeu que não. Ainda que fosse republicano, Obama correria os mesmos riscos. "O problema todo é ele ser afro-americano. Supremacistas brancos não toleram que ele esteja na Casa Branca." Terroristas da Al-Qaeda também poderiam tentar matar o presidente norte-americano, "mas o objetivo desse grupo é realizar atentados em grande escala", acrescentou, explicando que matar Obama não é uma das prioridades de Osama bin Laden.

Em recentes manifestações em Washington foram exibidas placas pedindo a morte de Obama, de sua mulher, Michelle, e até mesmo de suas duas filhas. O pastor Steven Anderson disse, durante sermão poucas semanas atrás, que rezava todos os dias para Obama morrer. Algumas pessoas que ameaçaram o líder dos Estados Unidos já foram presas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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