Obama corteja mulheres; Romney é alvo de paródia

O presidente dos EUA e candidato à reeleição, Barack Obama, está intensificando o foco de sua campanha no público feminino, tanto em anúncios recentes como em discursos, de acordo com reportagem da agência Bloomberg. Em um comercial para a televisão, a campanha do democrata mostra uma mulher chamada Jenni, que comenta que "essa é uma época assustadora para as mulheres" e diz que o provável candidato republicano, Mitt Romney, "está tão fora da realidade" para assuntos como aborto e métodos contraceptivos no sistema de saúde. Esse comercial foi veiculado mais de sete mil vezes nas últimas duas semanas.

ÁLVARO CAMPOS, RENAN CARREIRA E RICARDO GOZZI, Agência Estado

09 de agosto de 2012 | 18h01

Entre os analistas, boa parte acredita que Obama deve conquistar o voto da maioria das mulheres, como ocorreu na eleição de 2008, mas há dúvidas se essas eleitoras serão suficientes para compensar a falta de entusiasmo com o atual governo observada entre os homens. Quatro anos atrás, as mulheres, que representam 53% do eleitorado americano, elegeram Obama com um índice de 56%. Este ano, segundo uma pesquisa da ABC e do Washington Post, cerca de 58% das mulheres afirmam que devem votar em Obama, contra 36% que preferem Romney. Entre os homens, Obama tem 47% dos votos, ante 44% de Romney.

"Romney girl"

Uma paródia do hit dos anos 90 "Barbie girl" está ganhando repercussão nos EUA. Chamado de "Romney girl", o vídeo, de forma satírica, faz referências ao fato de Romney não divulgar completamente suas declarações de imposto de renda e também menciona contas bancárias que ele teria em paraísos fiscais, como Luxemburgo e Ilhas Cayman. Para acessar a paródia, clique aqui.

Segundo a CNN, o vídeo foi criado pelo Agenda Project Action Fund, uma organização política progressista. Uma das produtoras executivas da paródia, Erica Payne, foi vice-diretora financeira nacional do Comitê Nacional Democrata durante a campanha de reeleição de Bill Clinton, em 1996.

"Romney Hood"

Obama criou um novo personagem ao criticar o plano fiscal de Romney, em que acusa o republicano de querer tirar da classe média para dar aos ricos. "É como Robin Hood, só que ao contrário", ironizou Obama, chamando-o então de "Romney Hood". Segundo Obama, o plano fiscal de Romney prevê isenções tributárias aos americanos mais abastados e resultará em US$ 2.000 em impostos adicionais por ano às famílias de classe média.

Tudo o que sabemos sobre:
EUAcampanhaRomneyObama

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.