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Obama crê que Trump reverá pactos comerciais com AL 

Presidente afirma que, no fim, o futuro governo acabará entendendo as vantagens de suas atuais políticas

O Estado de S. Paulo

21 de novembro de 2016 | 19h17

LIMA - O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou no sábado, em Lima, que ainda que o presidente eleito Donald Trump preserve a reaproximação com Cuba, ele provavelmente tentará rever os acordos comerciais na América Latina.  “Haverá tensões crescentes, provavelmente sobre acordos comerciais mais do que qualquer outra coisa”, disse Obama a uma plateia de jovens líderes da América Latina. 

No entanto, segundo Obama, Trump terá dificuldade em fazer mudanças dramáticas nas políticas americanas relacionadas ao comércio. “Uma vez que eles saibam como isso funciona, acho que descobrirão que (essas políticas) estão funcionando tanto para os EUA quanto para nossos parceiros.” 

“A amizade que estabelecemos com países como o Peru, a reabertura diplomática com Cuba, os investimentos que estamos fazendo em negociações comerciais, políticas ambientais e assim por diante, todas essas coisas, espero que elas continuem.”

Trump tem demonstrado visões contraditórias sobre as relações com Cuba. No início de sua campanha, disse que apoiava a restauração dos laços, mas mais recentemente em Miami ele disse que Obama deveria ter conseguido um acordo melhor. 

Obama estava falando para jovens empreendedores e líderes da sociedade civil sobre como tornar suas vidas e a de seus países melhor – uma de suas atividades favoritas – durante a última parada de sua última viagem internacional como presidente americano. 

Respondendo à pergunta de um venezuelano na plateia, Obama traçou um pessimista retrato da liberdade pelo mundo. “Você tem visto alguns países que estão regredindo em vez de progredir em termos de liberdade de imprensa, liberdade de internet, em termos de respeitar a oposição política e a sociedade civil”, disse. 

A economia da Venezuela beira o colapso enquanto o governo do país preocupa-se com a perseguição a líderes opositores em um esforço cada vez mais desesperado para se agarrar ao poder. 

A viagem de Obama teve início há uma semana, na Grécia, passou pela Alemanha e terminou no Peru, onde participou do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec). 

Nesses últimos dias, ele tentou, com limitado sucesso, reassegurar ao público ao qual tem falado de que Trump não desfará acordos e prioridades que devotou sua presidência para fazer avançar. 

No Peru, ele teve uma das tarefas mais difíceis no encontro da organização que ajudou a criar o Tratado Trans-Pacífico (TPP), já considerado morto com a vitória de Trump./ NYT

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