Obama critica Israel durante encontro com Abbas

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, insistiu que Israel tem de interromper a expansão dos assentamentos na Cisjordânia e reforçou seu compromisso para a criação de um Estado palestino, durante encontro realizado ontem com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, na Casa Branca. ?Acredito fortemente na solução de dois Estados?, afirmou Obama. Ele disse que, conforme estipulam os acordos firmados em 2003, conhecidos como Mapa da Estrada, ?Israel precisa parar a construção de assentamentos para garantir que haja um Estado palestino viável?.

AE, Agencia Estado

29 de maio de 2009 | 08h16

O líder norte-americano também pressionou os palestinos a melhorar suas forças de segurança e reduzir incitações anti-Israel em escolas e mesquitas. Na semana passada, também em Washington, Obama já havia pedido ao primeiro ministro israelense, Binyamin "Bibi" Netanyahu, que suspendesse a construção de novas colônias. Anteontem, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, intensificou a pressão e disse não haver exceções nem mesmo nos casos que os israelenses denominam ?crescimento natural? - construção de novas casas nos assentamentos por causa do aumento populacional.

Em resposta, o porta-voz do governo de Israel, Mark Regev, disse que os israelenses estão dispostos a colaborar não construindo novos assentamentos e desmantelando os postos avançados (colônias construídas à revelia do governo israelense). Mas acrescentou que a ?vida normal deve continuar nessas comunidades?, indicando que os assentamentos já existentes poderão ter um crescimento natural.

Os assentamentos são considerados um dos temas mais delicados das negociações entre israelenses e palestinos. Atualmente, calcula-se em cerca de 300 mil colonos vivendo na Cisjordânia que, como a Faixa de Gaza, é um dos territórios reivindicados pela Autoridade Palestina para um futuro Estado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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