Obama critica 'posições extremas' de Romney

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acredita que seu rival na corrida presidencial de novembro, o republicano Mitt Romney, tem "posições extremas" sobre questões econômicas e sociais e que ele certamente vai impô-las se for eleito.

AE, Agência Estado

25 de agosto de 2012 | 15h22

Em entrevista exclusiva à Associated Press, Obama disse que Romney carece de ideias sérias, se recusa a assumir as responsabilidades do que significa ser presidente e utiliza argumentos desonestos que em breve poderão prejudicá-lo nos debates previstos antes da votação.

Obama procurou contrapor Romney antes da convenção nacional do Partido Republicano, que começa na segunda-feira e vai sacramentar a candidatura à presidência do ex-governador de Massachusetts. A entrevista, de 25 minutos, faz parte da campanha da equipe de Obama para desviar um pouco a atenção da mídia antes de Romney se apresentar a uma audiência de milhões de telespectadores e aceitar a indicação do partido, na quinta-feira.

Para Obama, seu oponente tem apresentado ideias muito fora do comum, que não lhe dão a chance de voltar atrás. "Não tenho como comentar as motivações do governador Romney", afirmou. "O que posso dizer é que ele assumiu posições, posições extremas, que são consistentes com posições que uma série de deputados republicanos adotaram. E, independente de ele acreditar ou não nelas, não tenho dúvida de que ele levaria à frente algumas das coisas sobre as quais tem falado."

Obama também deu uma ideia de como seria sua administração num segundo mandato de governo dividido. Ele disse estar disposto a fazer uma série de compromissos com os republicanos, confiante de que alguns deles preferem fechar acordos a continuar "como um dos congressos menos produtivos da história norte-americana". Obama falou à Associated Press antes de seguir com a família para Camp David, um isolado retiro presidencial nas montanhas de Maryland.

Romney, que além de ex-governador foi também um executivo de sucesso numa firma de private equity, tem se promovido como uma alternativa com mentalidade empresarial, numa acirrada disputa com Obama, em que a economia tem despontado como o principal assunto e monopoliza a atenção dos eleitores, que se preocupam com a questão do desemprego e o futuro dos EUA. Faltando menos de dez semanas para o dia da eleição, a corrida eleitoral está bem polarizada, com os eleitores divididos e quase um quarto deles ainda indecisos ou repensando o voto.

Na entrevista, Obama citou como exemplo de posição "extrema" uma proposta de Romney de oferecer amplos descontos fiscais que, segundo o presidente, auxiliaria os ricos às custas de todos os demais e custariam US$ 5 trilhões aos EUA. Ele citou também a oposição do republicano à concessão de créditos tributários a produtores de energia eólica, um tipo de questão que tem ampla ressonância política em um Estado como Iowa, onde ambos brigam pela preferência do eleitorado.

Obama procurou também questionar a credibilidade de Romney, fazendo novas críticas à recusa do republicano de divulgar suas declarações de imposto de renda para escrutínio público. A atitude de Romney, segundo ele, indica sua "falta de disposição em assumir a responsabilidade que envolve" a função da presidência. As informações são da Associated Press.

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