EFE/Carsten Koall
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Obama critica Trump e conclama cidadãos e empresas a respeitar Acordo de Paris

'Mesmo com a ausência de liderança americana e quando esse governo se une aos poucos que dão as costas para o futuro, tenho a confiança de que nossos Estados, cidadãos e empresas sairão adiante para liderar o caminho e proteger as gerações futuras', diz o ex-presidente em nota

O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2017 | 17h37

WASHINGTON - O ex-presidente americano Barack Obama, responsável pela entrada dos Estados Unidos no Acordo climático de Paris, disse que, com  a decisão de seu sucessor, Donald Trump, de tirar o país  o país do acordo, o novo presidente  rechaçou o futuro dos americanos e convocou cidadãos e empresas a se comprometer com a energia limpa.

"Mesmo com a ausência de liderança americana e quando esse governo se une aos poucos que dão as costas para o futuro, tenho a confiança de que nossos Estados, cidadãos e empresas sairão adiante para liderar o caminho e proteger as gerações futuras", disse em nota. "Este é o único planeta que temos."

Ao longo de sua presidência, Obama implementou por meio de ordens executivas diversas diretrizes ambientais para diminuir a emissão de gases do efeito estufa e proteger explorações em reservas naturais. A maioria dessas medidas tem sido revertida por Trump, há anos um cético sobre a mudança climática. 

Apesar de desistir do acordo do Paris, Trump disse em discurso na Casa Branca,que o está disposto renegociar os termos de entrada no país no acordo, de uma maneira que seja justa e proteja os interesses americanos. Apenas Nicarágua, Síria e Estados Unidos se opõem ao acordo assinado em 2015, que reuniu os principais países da Europa e potências emergentes como China, Brasil e Índia. 

Populismo. Num discurso bastante populista e nacionalista, Trump vinculou o pacto climático a tentativas de solapar a economia americana em benefício de países europeus e nações em desenvolvimento. 

"Esse acordo não é sobre o clima, mas sobre outros países ganhando vantagem econômica sobre os Estados Unidos", resumiu Trump. "Sob essa administração, os Estados Unidos serão o país mais ambiental e limpo do mundo." / EFE

 

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