Obama dá prioridade à Ásia e Oriente Médio

Reuniões paralelas à Assembleia-Geral da ONU deixam de lado presidentes da Europa e América Latina

Denise Chrispim Marin ENVIADA ESPECIAL/ NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2010 | 00h00

A participação do presidente americano, Barack Obama, na Assembleia-Geral das Nações Unidas e nos encontros paralelos com os chefes de Estado que estão em Nova York esta semana é um reflexo das prioridades internacionais da Casa Branca. Os assuntos ligados à Europa e à América Latina ficarão de lado, enquanto a prioridade será Ásia e Oriente Médio.

Obama manterá encontros individuais com os líderes do Japão e da China, além de outros dez países asiáticos. Os presidentes do Quirguistão e do Azerbaijão também serão recebidos.

O conselheiro adjunto de Segurança Nacional da Casa Branca, Ben Rhodes, já anunciou que o Irã e a Coreia do Norte serão temas tratados em todas essas conversas.

Segundo um alto funcionário da presidência americana, Obama deixará claro em seu discurso na Assembleia-Geral que "a porta continua aberta para um diálogo com o governo iraniano". Mas se mostrará ciente de que os custos das sanções aplicadas desde junho sobre Teerã tenderão a aumentar progressivamente.

Dos latino-americanos, apenas o líder colombiano, Juan Manuel Santos, será recebido por Obama, como reconhecimento ao presidente recém-empossado do país que é considerado "um dos mais importantes aliados e amigos dos EUA" na região.

Olho na China. Desde o início de seu governo, Obama pôs a Ásia e, sobretudo a China, entre suas prioridades. Pequim e Tóquio estarão entre as principais capitais asiáticas que Obama visitará em novembro, aproveitando sua presença na reunião do G-20 na Coreia do Sul.

Na sexta-feira, em Nova York, o presidente americano oferecerá um almoço aos dez líderes de países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).

"Nós temos uma clara visão da relação EUA-China, que é uma das mais importantes relações bilaterais do mundo e é essencial para lidar com uma ampla gama de desafios", afirmou Rhodes, ao acentuar a importância do apoio da China às sanções aplicadas pelo Conselho de Segurança contra o Irã, em junho.

Embora até ontem não estivesse definido o encontro de Obama com os presidentes de Israel, Shimon Peres, e da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, a Casa Branca não confirmava nem descartava a possibilidade de uma reunião entre os três líderes.

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