Obama declara costa do Golfo 'limpa e aberta a negócios'

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou ontem as praias da costa do Golfo limpas, seguras e abertas para negócios, após viajar com a sua família para Panhandle, na Flórida. Obama prometeu aos moradores da região que o governo não vai esquecê-los agora que os esforços para impedir o vazamento estão concluídos.

Agência Estado

15 de agosto de 2010 | 10h36

Em um dia quente e abafado, Obama se comprometeu a "manter os nossos esforços até que o meio ambiente esteja limpo, os poluidores sejam responsabilizados, empresas e comunidades estejam intactos e as pessoas da costa do Golfo estejam saudáveis".

O presidente esteve na região para uma breve viagem de fim de semana acompanhado da primeira-dama, Michelle Obama, e da filha mais nova, Sasha, e o cachorro da família, Bo. A viagem de 27 horas de Obama à Flórida é, além de férias em família, uma tentativa para convencer os cidadãos americanos que a região, tão dependente da receita do turismo, é segura para viajar e que suas praias estão limpas.

Para reforçar essa mensagem, Obama e Sasha nadaram ontem, de acordo com o porta-voz da Casa Branca, Bill Burton. O mergulho ocorreu longe da visão da imprensa. O presidente e sua filha nadaram na baía de Saint Andrew, em águas do Alligator Point, que, de acordo com os mapas, não está tecnicamente no Golfo.

Obama disse que sua família pretendia "desfrutar da praia e da água para que nossos colegas norte-americanos saibam que eles devem vir para a região".

A Casa Branca agendou a viagem depois de enfrentar críticas de que o presidente não estava seguindo o seu próprio conselho para que os americanos passassem suas férias no Golfo.

Os residentes da costa do Golfo e as autoridades locais estão esperando que as pequenas férias do presidente na região impulsionem a indústria do turismo, que foi afetada pelo vazamento de petróleo. Embora apenas 16 das 180 praias na parte ocidental da região de Panhandle tenham sido atingidas pelo derramamento, os agentes de turismo dizem que muitos visitantes potenciais se afastaram, dissuadidos por imagens do óleo na água.

"É o maior comercial que você poderia imaginar", afirmou o governador da Flórida, Charlie Crist, sobre a visita do presidente. As informações são da Associated Press.

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