Obama defende guerras ao receber Nobel da Paz

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje, durante a premiação em Oslo que concedeu a ele o Prêmio Nobel da Paz, que as guerras, às vezes, são necessárias. "Dizer que a força às vezes é necessária não é um chamado ao cinismo, é um reconhecimento da história", afirmou. "Um movimento não violento não poderia ter parado os exércitos de Hitler. As negociações não podem convencer os líderes da Al-Qaeda a entregar suas armas."

AE-AP, Agencia Estado

10 de dezembro de 2009 | 13h02

Obama citou ainda ocasiões em que, na opinião dele, as guerras são importantes: quando um país precisa se defender para ajudar uma nação invadida, por razões humanitárias, como a perseguição de civis, ou quando uma guerra civil ameaça tomar uma região inteira, listou ele. "A crença de que a paz é desejável é raramente suficiente para se consegui-la", disse.

Ele também lembrou os custos da guerra, citando por exemplo que, com o reforço no Afeganistão, "alguns irão matar, outros serão mortos". "Não importa quão justificada, a guerra promete a tragédia humana." Obama enfatizou ainda as alternativas à violência, ressaltando a importância tanto de esforços diplomáticos e de duras sanções para confrontar nações como Irã e Coreia do Norte. E criticou o Sudão, Mianmar e o Congo por oprimirem seus povos.

Humildade

O presidente dos EUA disse ainda que aceitava o Prêmio Nobel da Paz de 2009 com "profunda gratidão e grande humildade". O fato de o líder norte-americano ganhar o prêmio Nobel - e integrar um panteão com nomes como Nelson Mandela, Madre Teresa e Martin Luther King - apenas um ano após chegar à presidência levou a críticas internacionais. Obama afirmou que reconheceu a "controvérsia", ao dizer que perto de "alguns dos gigantes da história que receberam esse prêmio, meus feitos são insignificantes". As informações são da Dow Jones.

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