Obama defende nova regulação para sistema bancário

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse, na noite de ontem, em entrevista coletiva, que o sistema financeiro se estabilizou, mas precisa de novas regulações para cercear comportamentos e práticas que levaram Wall Street à beira de um colapso.

AE-AP, Agencia Estado

23 de julho de 2009 | 03h16

O presidente mencionou especificamente mudanças regulatórias para que os acionistas passem a ter direito a voto não vinculante sobre o pacote de remuneração dos executivos. Obama disse que o governo poderá impor novas taxas sobre as instituições que se envolvem no que ele chamou de "negociações incomuns".

Na mesma entrevista, Obama defendeu a reforma do sistema de saúde e disse que ela é fundamental para ajudar a economia. Ele reconheceu que os americanos estão "compreensivelmente insatisfeitos" com o crescente déficit federal e com os gastos federais de trilhões de dólares.

O presidente afirmou que compreende as preocupações dos cidadãos americanos após o pacote de ajuda aos bancos, o pacote de recuperação econômica e várias despesas suplementares que têm custado trilhões de dólares ao país. Ele disse que essas eram as medidas que ele tinha de tomar para enfrentar o déficit e a crise econômica herdados do governo anterior.

Obama destacou que a eliminação do desperdício no sistema de saúde e as mudanças orçamentárias não são suficientes, pois é necessária uma reestruturação do sistema de saúde. Ao invés de aumentar o déficit do país, a reforma foi concebida para diminuí-lo, disse o presidente.

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