Obama defende regras mais 'duras' para petroleiras

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje que regulações mais duras serão impostas à indústria petroleira. Ele também disse que está suspendendo as atividades em 33 operações de perfuração no Golfo do México e cancelando por hora a venda de concessões pendentes e perfurações no Estado da Virgínia e no Ártico.

AE, Agência Estado

27 de maio de 2010 | 16h38

Obama falou ainda que o "relacionamento conveniente e, algumas vezes, corrupto da indústria petroleira" com reguladores federais salienta a necessidade de novas regulações. Mais adiante, ele disse que, embora a British Petroleum (BP) seja responsável pela limpeza e pelo pagamento dos custos do desastre, a empresa está seguindo todas as decisões do governo federal.

Ele disse que se o governo ordenar à BP que faça algo, "eles são legalmente obrigados a fazer". Ele disse que a culpa pelas preocupações sobre a resposta recai em parte sobre os ombros de seu governo e em parte sobre a BP. Segundo o presidente, a BP não tem "colaborado plenamente" com informações de vídeo para ajudar na compreensão da abrangência do vazamento.

Pressão

Obama e o governo federal enfrentam crescentes críticas sobre a resposta ao desastre, mas uma série de anúncios feitos nesta quinta-feira podem moderar as preocupações. A Guarda Costeira disse que a manobra da BP, chamada de "top kill", realizada para fechar o poço com lama pesada, interrompeu a saída de gás e petróleo até agora. Ainda assim, isso não significa que o vazamento tenha sido completamente estancado ou que a medida foi um sucesso.

A estimativa sobre a quantidade de petróleo que vazou foi revisada para algo entre 12 mil e 19 mil barris diários, ante estimativa anterior de 5 mil barris por dia. O governo Obama também anunciou a suspensão de análise de qualquer pedido de exploração de petróleo no Ártico até 2011 e estendeu a moratória de permissões para a perfuração de novos poços em águas profundas por seis meses.

A diretora do Serviço de Gerenciamento de Minerais (MMS, pela sigla em inglês), Liz Birnbaum, deixou o cargo hoje. Ainda não está claro o que causou a explosão da plataforma de petróleo operada pela BP, que posteriormente naufragou, na costa da Louisiana. Obama deve receber hoje um relatório do Departamento do Interior após 30 dias de investigações sobre o acidente.

Investigações do Congresso sugerem que a BP cometeu uma série de erros técnicos que fizeram com que a pressão aumentasse no poço, localizado a 1.500 metros de profundidade, provocando sua explosão, que matou 11 funcionários na plataforma chamada Deepwater Horizon. As informações são da Dow Jones.

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