Obama defende restrição ao offshore e critica a BP

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu na noite desta terça-feira, em discurso que fez a partir do Salão Oval da Casa Branca, a moratória parcial na exploração offshore de petróleo nos EUA - uma medida que, segundo ele, é "difícil, mas necessária". Obama disse que o vazamento de petróleo em curso atualmente no Golfo do México, que começou em 20 de abril com a explosão da plataforma Deepwater Horizon, é o pior desastre ambiental da história dos EUA e o combate aos seus efeitos levará anos. Segundo Obama, o vazamento "é como uma epidemia" contra a qual os EUA "lutarão por meses ou mesmo anos". O mandatário também disse que a British Petroleum (BP) irá arcar com as responsabilidades do desastre ambiental.

AE-DOW JONES, Agência Estado

15 de junho de 2010 | 21h50

Obama disse no discurso que a decisão de impor uma moratória total à exploração offshore é difícil e pediu que uma comissão presidencial investigue rapidamente e determine se a exploração de petróleo em águas profundas pode continuar de maneira segura. O presidente dos EUA aprovou há alguns meses a expansão da exploração offshore de petróleo. Ele disse ter feito isso após ter recebido garantias de que o processo era totalmente seguro.

Obama também expôs um plano para recuperar a costa do Golfo e disse que a BP deverá pagar pelos danos ambientais que provocou. Ele disse que uma "terceira parte" irá fiscalizar o fundo com os cerca de US$ 20 bilhões que a BP destinará para o pagamento das indenizações aos moradores e empresários dos estados afetados pelo vazamento. Obama terá na quarta-feira uma reunião com os dirigentes da BP. Esse foi o primeiro discurso proferido por Obama a partir do Salão Oval da Casa Branca.

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