Obama desafia lobby de armas dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que seu governo recebeu grande onda de apoio popular pelos esforços para endurecer as leis de controle de armas, citando a petição online "Nós ouvimos você" ("We hear you", em inglês).

AE, Agência Estado

21 de dezembro de 2012 | 11h57

Uma semana após o massacre ocorrido em uma escola primária de Newtown, Connecticut, Obama afirmou em um vídeo divulgado nesta sexta-feira que tem sido encorajado pelas declarações de muitos proprietários de armas segundo os quais existem medidas que a nação pode adotar para evitar mais ataques, "passos que podem proteger tanto os nossos direitos quanto as nossas crianças".

"Eu farei tudo o que estiver ao meu alcance como presidente para avançar com esses esforços, porque, se há pelo menos uma coisa que nós podemos fazer como país, é proteger nossas crianças, nós temos a responsabilidade de tentar", disse Obama.

Obama fez um minuto de silêncio nesta manhã na Casa Branca, marcando uma semana do massacre no qual um jovem matou 20 crianças e seis adultos em um escola primária antes de suicidar-se.

Para esta sexta-feira, a Associação Nacional do Rifle (NRA, da sigla em inglês) dos EUA marcou uma coletiva de imprensa para se manifestar pela primeira vez sobre o massacre.

Obama desafiou a NRA a "fazer uma autorreflexão" e se juntar ao amplo esforço para reduzir a violência com armas. A organização disse ontem que ofereceria "contribuições significativas para ajudar a garantir que isso nunca mais aconteça".

No vídeo divulgado hoje, o presidente respondeu a uma petição do programa "Nós somos o povo" divulgada no site da Casa Branca, que permite que o público registre petições. Quase 200 mil pessoas fizeram um apelo para que Obama tocasse no assunto de controle de armas em uma das petições e outras enquetes relacionadas a violência com armas reuniram mais de 400 mil assinaturas. As informações são da Associated Press.

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