Obama descarta invasão terrestre para derrubar Kadafi

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, descartou categoricamente hoje uma invasão terrestre para derrubar o governante líbio, Muamar Kadafi, enquanto as forças aéreas dos países que fazem parte da coalizão lançavam o quinto dia de bombardeios contra alvos militares líbios no país norte-africano. Obama também repetiu que os EUA deixarão nesta semana a liderança da campanha militar, que tem como objetivo declarado a proteção dos civis líbios. Obama deu as declarações enquanto crescem as críticas no Congresso dos EUA à intervenção americana na Líbia.

AE, Agência Estado

23 de março de 2011 | 14h44

Nos ataques da manhã de hoje, aviões F-15 dos EUA destruíram as bases de mísseis de Kadafi ao redor de Trípoli. Em duas cidades onde as tropas de Kadafi cercaram insurgentes, Misurata e Ajdabiya, os bombardeios destruíram depósitos de munições do governo, no caso da primeira, e atingiram forças terrestres de Kadafi na segunda. Questionado em entrevista à emissora Univision, que transmite em espanhol nos EUA, se uma invasão terrestre da Líbia está fora de questão, Obama respondeu que está "totalmente" fora de questão.

Obama se disse otimista com os primeiros objetivos da campanha na Líbia e reafirmou que os EUA passarão nos próximos dias o controle da operação militar a outros países. "Quando esta transição acontecer, não serão nossos aviões que manterão uma zona de exclusão aérea. Não serão nossos navios que necessariamente farão cumprir o embargo de armas. Isso é precisamente o que os outros países farão", disse.

O mais óbvio candidato a fazer isso, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), ainda precisa resolver alguns problemas políticos e burocráticos. A intervenção dos EUA na questão líbia já custou centenas de milhões de dólares. Apesar dos custos e do potencial de baixas, Obama disse acreditar que o público americano apoia a missão.

"Isso é algo que nosso orçamento consegue absorver. Também estamos confiantes de que não apenas os objetivos podem ser atingidos, mas no fim do dia o povo americano se sentirá satisfeito que vidas foram salvas e pessoas receberam ajuda", afirmou. As informações são da Associated Press.

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