Obama descongela ajuda para palestinos

O presidente dos EUA, Barack Obama, autorizou ontem a liberação de uma ajuda de US$ 192 milhões para a Autoridade Palestina. O montante estava congelado pelo Congresso americano desde que os palestinos lançaram a campanha para se tornarem membros plenos das Nações Unidas no ano passado, contrariando os interesses de Washington para a resolução do conflito no Oriente Médio.

GUSTAVO CHACRA, CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2012 | 03h03

Em um memorando enviado pela Casa Branca para a secretária de Estado, Hillary Clinton, Obama afirma que o descongelamento "é importante para os interesses da segurança nacional dos EUA". O próximo passo é informar ao Congresso, onde há resistência da oposição republicana e de aliados democratas.

Ileana Ros-Lehtinen, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados e integrante do Partido Republicano, afirmou que o pedido de Obama é um erro por ser feito em um momento em que "o presidente Mahmoud Abbas impõe precondições para retornar à mesa de negociações e ainda age unilateralmente na ONU".

"O governo fala que precisamos reconstruir a economia palestina. Mas nossa economia também enfrenta problemas e os americanos estão sofrendo", acrescentou.

Na avaliação do governo Obama, sem esse dinheiro a Autoridade Palestina enfrenta dificuldades para manter em funcionamento sua administração.

A decisão presidencial ocorre em meio a mais um fracasso do Quarteto, como é chamado o grupo composto por EUA, União Europeia, Rússia e ONU para a retomada das negociações de paz.

Segundo diplomatas consultados pelo Estado, a Autoridade Palestina decidiu esperar a realização das eleições americanas para intensificar os esforços nas Nações Unidas para integrar plenamente a entidade. Obama já deixou claro que vetará a iniciativa.

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