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Obama desperta entusiasmo de eleitores com 'Sim, Nós Podemos'

O democrata Barack Obama é ocandidato do "Sim, Nós Podemos" na corrida de 2008 pelaPresidência dos Estados Unidos, postado à frente de uma onda deentusiasmo popular ausente do jogo político norte-americanohavia anos. Atores de Hollywood e músicos famosos gravaram um vídeopara a Internet exaltando os discursos empolgados de Obama,cantando "Sim, Nós Podemos" enquanto o candidato fala ao fundo. Do outro lado democrata, sua rival Hillary Clintonrepresenta o "caxias" da campanha, dizendo ter a solução paratodos os problemas do país. Em uma disputa eleitoral na qual as diferenças de políticaentre os pré-candidatos do Partido Democrata não são tãograndes, a personalidade de cada um ganha o primeiro plano. E, até agora, Obama tem conseguido brilhar mais do queHillary, mesmo que esta o critique acusando os discursosinflamados do adversário de não serem nada além de promessasvazias. "Um dos candidatos é um orador inspirado. O outro faz maisa linha do político tecnocrata", afirmou o estrategista JimDuffy, do Partido Democrata. "Obama não lhe dirá como fazer uma salsicha. Ele lhe dirápara comer a salsicha porque isso lhe fará bem." Obama, senador pelo Estado de Illinois que pode setransformar no primeiro presidente negro dos EUA, ameaça fazernaufragar os sonhos de Hillary, a senadora por Nova York com umreconhecido passado na política e que liderou por bastantetempo a disputa pela vaga democrata na eleição presidencial. Segundo Lizz Chadderdon, Obama vem impressionando osnorte-americanos. "O principal é esse discurso tão comovente sobre terchegado a hora de os EUA voltarem-se para dentro econcentraram-se em seus problemas. As pessoas ouvem o discursoe dizem 'Sim"', disse. "NÍVEL ABSTRADO" Comenta-se que Obama não tem apresentado propostasespecíficas para acompanhar seus pronunciamentos empolgantes. "Obama tem conseguido manter-se em um nível bastanteabstrato", afirmou Merle Black, professor de ciências políticasna Universidade Emory, em Atlanta. Se conquistar a vaga do Partido Democrata, o senador"enfrentará o desafio de manter vivo esse sentimento deesperança e otimismo ao ser obrigado a lidar com pontosespecíficos de programas de governo e ao ser questionado sobrea forma como votou até agora no Senado", disse. "A campanhaserá diferente." Os democratas sabem que Obama deve enfrentar dificuldadesquando os republicanos começarem a analisar as votações noSenado e começarem a questionar a experiência política dele. "Não acredito que o país esteja ciente do quão liberal eleé", afirmou Chadderdon. "Não sei o que os moderados farãoquando descobrirem isso." Os republicanos já se mobilizam para o caso de Obama setornar o adversário, nas eleições de novembro, de John McCain,o provável candidato deles. Ao dar apoio a McCain na quinta-feira, o ex-pré-candidatorepublicano Mitt Romney afirmou, por exemplo, que os democratas"são muito bons quando se trata de assumir poses heróicas".

STEVE HOLLAND, REUTERS

15 de fevereiro de 2008 | 12h26

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