Obama deve ajudar o Iraque, mas descarta envio de tropas

O presidente Barack Obama anunciou na manhã desta sexta-feira que estuda maneiras de dar assistência militar ao governo do Iraque na luta contra os insurgentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), mas condicionou a ajuda a mudanças políticas no país que levem à inclusão de sunitas na gestão do primeiro-ministro Nouri al-Maliki, que é xiita.

CLÁUDIA TREVISAN, CORRESPONDENTE, Agência Estado

13 de junho de 2014 | 14h01

Obama deixou claro que o apoio não incluirá o envio de tropas americanas ao Iraque, de onde elas saíram no dia 1º de janeiro de 2012, depois de nove anos de guerra. O presidente ressaltou que não acredita em uma solução militar para o conflito, que foi aprofundado pela política de Maliki de marginalizar os sunitas desde sua chegada ao poder, em 2006.

"Agora, o Iraque precisa de ajuda", declarou Obama. Segundo ele, Maliki havia recusado oferta de apoio militar feita pelos EUA no passado, mas agora pediu a intervenção do país no conflito. A decisão sobre o tipo de ação militar que seu governo adotará será anunciada dentro "de vários dias", ressaltou Obama. "Isso não vai acontecer da noite para o dia."

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