Obama deve defender criação de Estado palestino em discurso na ONU

Segundo trechos do pronunciamento, americano deve pedir ajuda de líderes mundiais para a paz

estadão.com.br,

23 de setembro de 2010 | 08h31

NOVA YORK - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve defender a criação de um Estado palestino em seu discurso na abertura da 65ª Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta quinta-feira, 23, em Nova York.  O blog da editoria de Internacional do Estado, Radar Global, acompanhará o discurso a partir das 12h.

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De acordo com trechos do discurso que será feito pelo presidente, Obama deverá defender a solução de dois Estados para o conflito no Oriente Médio como necessária para a segurança de Israel.

"Desta vez não deixaremos que o terror, a confusão, os gestos para a plateia ou políticos se interponham. Em 2011 poderemos contar com um acordo que leve a um novo membro da ONU, um Estado palestino que viva em paz com Israel", diz um trecho do discurso.

"Nós que somos amigos de Israel devemos entender que a verdadeira segurança do Estado judeu passa por um território palestino independente, que permita aos palestinos viver com dignidade e oportunidades", acrescenta o texto.

Obama deve pedir ainda a ajuda de líderes mundiais para superar a desconfiança de israelenses e palestinos em um acordo.

Assentamentos

Os EUA relançaram negociações diretas de paz no Oriente Médio no começo do mês. O fim da moratória na expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia, que acaba no domingo, é o maior obstáculo para as negociações.

O governo americano tem pressionado Israel para ampliar a trégua, mas o premiê Benjamin Netanyahu tem resistido até agora, devido ao apoio de partidos de sua base de governo à expansão de colônias.

Retomada

As negociações de paz entre israelenses e palestinos estavam paralisadas desde janeiro de 2009, quando o Estado judeu realizou a Operação Chumbo Fundido na Faixa de Gaza e matou milhares de civis. No início de maio, porém, os lados anunciaram a retomada das conversas, embora nenhum progresso tenha sido feito até agora.

A cisão entre os grupos palestinos também prejudica as negociações. Em 2007, a Autoridade Palestina, facção secular liderada por Mahmoud Abbas, e o Hamas, movimento de resistência islâmica de inspiração religiosa, romperam o governo de coalizão que administrava os territórios palestinos.

Desde então, o Hamas - considerado por Israel e pelos EUA como uma organização terrorista - controla a Faixa de Gaza, e a Autoridade Palestina governa a Cisjordânia. O Hamas se nega a reconhecer o direito de existência de Israel e frequentemente lança foguetes contra o território judeu.

Com AP e Efe

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