Obama deve visitar o Brasil em março

Apesar de várias promessas de visitar o Brasil durante os dois anos de coincidência de seu mandato com o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, só desembarcará em Brasília já com o Palácio do Planalto sob o comando de Dilma Rousseff. A visita do presidente norte-americano ao Brasil foi acertada entre os dois governos e está prevista para ocorrer na segunda quinzena de março.

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

25 de janeiro de 2011 | 19h50

Este deveria ser o período em que Dilma visitaria os Estados Unidos a convite de Obama. Mas, agora, com a decisão em relação à primeira visita presidente norte-americano ao País, a ida de Dilma foi adiada, possivelmente apenas para setembro, quando o Brasil, tradicionalmente, abre a reunião da Assembleia Geral da ONU.

Já depois de eleita, em dezembro, Dilma foi convidada por Obama a ir a Washington. Só que a presidente, que ainda não tinha tomado posse, estava envolvida com as difíceis articulações políticas para a nomeação de seu ministério e decidiu adiar a visita, ouvindo conselho do próprio ex-presidente Lula.

Na primeira e única entrevista exclusiva concedida pela então presidenta eleita, ao jornal americano The Washington Post, Dilma Rousseff fez questão de falar da importância que dará às relações entre Brasil e Estados Unidos, assegurando que o relacionamento com os norte-americanos "é muito importante para o Brasil" e avisando que vai "estreitar os laços com os Estados Unidos". Mas, nem por isso, deixou de alfinetar a política belicista dos americanos, ao defender a necessidade de construção da paz no Oriente Médio, afirmando que o que se vê naquela região "é a bancarrota da política de guerra". Ela também mostrou-se preocupada com a política de desvalorização do dólar observando que ela não é compatível com o papel dos Estados Unidos e acrescentando que ela pode provocar reações de protecionismo, que nunca é uma boa política a ser seguida.

O governo dos Estados Unidos viu com bons olhos a eleição de Dilma e espera ampliar as convergências de pensamento entre os dois países, de forma pragmática. Os diplomatas se animaram, particularmente, depois das primeiras declarações de Dilma discordando da posição do governo Lula na área de direitos humanos, que se absteve quando a ONU questionou o Irã por violações nessa área. Os norte-americanos entenderam que isso poderia sinalizar o afastamento das relações mantidas pelo seu antecessor, com Teerã. Também houve queixas sobre a interferência norte-americana.

Tudo o que sabemos sobre:
visitaObamaDilmaEUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.