Obama discute Egito em reunião com assessores de segurança

Líderes europeus pedem que governo egípcio evite violência 'a todo o custo' contra manifestantes

Agência Estado

29 de janeiro de 2011 | 19h16

 

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Barack Obama, reuniu-se com sua equipe de segurança nacional neste sábado, 29, para discutir a crise no Egito e renovou seu pedido para que o governo egípcio faça as reformas políticas e mostre moderação no trato com os manifestantes.

 

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A reunião de quatro horas incluiu o vice-presidente, Joe Biden, o conselheiro de Segurança Nacional, Tom Donilon, e altos representantes de segurança e política estrangeira. "O presidente reiterou nosso foco de oposição à violência e em favor do comedimento, dos direitos universais e de passos concretos que façam avançar a reforma política no Egito", diz um comunicado divulgado pela Casa Branca.

 

Também neste sábado, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, pediram a Mubarak, em comunicado conjunto, que evite a violência "a todo o custo".

 

Os três líderes europeus pediram ao presidente egípcio que se comprometa com a mudança, em resposta ao que dizem ser "insatisfações legítimas" de seu povo. "Estamos profundamente preocupados com o que está ocorrendo no Egito", afirma o comunicado.

 

"Reconhecemos o papel moderador que o presidente Mubarak tem exercido há anos no Oriente Médio. Nós agora o pedimos que mostre a mesma moderação ao enfrentar a situação atual no país".

 

O Egito tem sido abalado por protestos em favor da renúncia do presidente Hosni Mubarak, que está há quase 30 anos no poder, desde a terça-feira. A população desafia o toque de recolher imposto pelo governo e vai às ruas pedir o fim do regime ditatorial.

 

Os distúrbios, batizados de "Dia da Fúria" por alguns ativistas na internet, foram inspirados na "Revolução do Jasmim", que derrubou o presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, há duas semanas. No Iêmen e na Jordânia também foram registradas manifestações.

 

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