Obama discute votação da saúde com democratas

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse a congressistas do Partido Democrata neste sábado que o Congresso tem a oportunidade histórica de introduzir grandes mudanças no sistema de saúde do país. Obama se reuniu com os colegas de partido durante uma hora a portas fechadas no Capitólio.

AE-AP, Agencia Estado

07 Novembro 2009 | 16h23

Neste sábado, a Câmara dos Representantes inicia um debate sobre a reforma de saúde nacional e espera-se que vote o tema ainda hoje. Segundo um funcionário da Casa Branca presente na reunião, Obama disse aos legisladores que eles tinham a grande oportunidade de garantir estabilidade e segurança às pessoas com seguro de saúde. Ao mesmo tempo, o presidente notou que é preciso assegurar cobertura acessível aos que precisam dela e também reduzir os custos para todos. Obama disse aos congressistas que gostaria de firmar a lei no fim deste ano.

No início da conversa, os democratas elogiaram o projeto, afirmando que se trata de um progresso para a sociedade norte-americana e também de uma necessidade "moral e econômica" muito importante. Já os republicanos afirmam que, com o projeto, o governo se apropriará do sistema de saúde, o que poderia prejudicar a economia e também a relação entre médicos e pacientes. Espera-se uma disputa acirrada. Os democratas acreditam que a visita de Obama ao Congresso poderia funcionar como um impulso final pela aprovação.

Na noite de sexta-feira, os democratas resolveram uma divergência interna sobre a questão do aborto. Segundo eles, há agora o apoio necessário para passar a medida. Pelo pacto, os congressistas democratas Bart Stupak, do Michigan, Brad Ellsworth, de Indiana, e outros contrários ao aborto não tratarão do tema neste momento do debate.

Os republicanos prometem rejeição unânime à proposta. Ante o apoio ainda inconsistente dos democratas, Obama enviou também assessores para trabalhar em prol do tema. Tanto o próprio presidente como importantes membros de sua equipe telefonaram para congressistas para pressioná-los. As informações são da Associated Press.

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