Roberto Stuckert Filho/PR
Roberto Stuckert Filho/PR

Obama diz a Dilma que ligará se quiser saber algo do Brasil

Comentário do líder americano foi interpretado como pedido de desculpas, ainda que não tradicional, pela suposta espionagem praticada pela NSA em 2013

Lisandra Paraguassu, Enviada Especial / Cidade do Panamá, O Estado de S. Paulo

11 de abril de 2015 | 19h52

CIDADE DO PANAMÁ - A presidente Dilma Rousseff ouviu neste sábado, 11, do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, um tipo de pedido de desculpas, ainda que não tradicional, pela suposta espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA) sobre o governo e empresas brasileiras, conforme relevou o ex-colaborador da NSA, Edward Snowden, em 2013. 

Ao responder se a crise estabelecida pelo caso - que resultou no cancelamento da viagem de Estado que Dilma faria a Obama naquele ano - estava superado pela marcação da visita de trabalho em 30 de junho, Dilma revelou o que o presidente americano lhe falou durante a reunião bilateral de hoje: ele lhe ligará quando quiser saber algo do Brasil. 


O governo americano não disse só para o Brasil, mas disse para todos os países do mundo que os países amigos, os países irmãos não seriam espionados. E também tem uma declaração do presidente Obama: ele falou pra mim que quando ele quiser saber qualquer coisa, ele liga pra mim. (Eu) não só atendo, como fico muito feliz", contou.

O encontro dos dois presidentes durou cerca de meia hora. De acordo com a presidente, eles trataram dos temas de cooperação que o Brasil quer ver avançar na visita, entre eles cooperação na área de energias alternativas, educação, defesa e o programa open skies para a aviação civil. 

Descontraída, a presidente agradeceu quando foi elogiada pela elegância. E, ao ser perguntada se o presidente americano havia comentado sua nova silhueta - Dilma perdeu 16 quilos -, respondeu: "Olha, ele não elogiou. Mas eu gostaria que tivesse elogiado". 

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