Obama diz esperar sanções contra Irã 'em semanas'

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira que espera ter sanções contra o Irã "em semanas, não em meses". Obama deu as declarações logo após uma reunião com o presidente da França, Nicolas Sarkozy. Segundo o presidente americano, o mundo está "mais unido do que nunca" para evitar que o Irã vire uma potência com armas nucleares. "Nisso, os EUA e a França estão unidos", disse Obama, na abertura de uma coletiva de imprensa com Sarkozy. "Hoje, a comunidade internacional está mais unida do que nunca na necessidade do Irã cumprir suas obrigações".

AE-AP, Agência Estado

30 de março de 2010 | 20h01

Os EUA estão trabalhando com a França e outros países para desenvolver uma nova e mais dura rodada de sanções contra o Irã, o qual eles acusam de continuar a enriquecer urânio, contrariando determinações da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O governo iraniano afirma que seu programa nuclear tem objetivos pacíficos.

Hoje também, diplomatas das principais economias do mundo disseram que as recentes atitudes do Irã aprofundaram as dúvidas de que o programa nuclear do país não tenha como objetivo a construção de uma bomba atômica. No final da conferência de ministros de Relações Exteriores do G-8 - o grupo formado pelas oito nações mais industrializadas do mundo - o chanceler canadense Lawrence Cannon disse que é hora de agir em relação às sanções contra o Irã.

Presente no encontro, a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse que os países reunidos no Canadá veem crescer ao redor do mundo o alarme sobre as consequências de um Irã com armas nucleares. Ela lembrou uma série de descobertas sobre a natureza e a extensão do programa nuclear iraniano. Hillary disse que a existência de uma instalação de enriquecimento de urânio perto da cidade iraniana de Qum, o anúncio de que mais instalações do tipo serão criadas, bem como as revelações de que esforços ainda maiores para o enriquecimento estão levando a um consenso sobre as sanções, disse ela.

Diplomacia EUA-França

Sarkozy, por sua vez, apoiou a condenação feita pelos EUA à expansão das construções nos assentamentos israelenses em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia. O presidente francês disse que seu compromisso com a segurança de Israel é bem conhecido, mas acrescentou que a atividade de construções nos assentamentos judaicos "não contribui em nada" para a paz.

Sarkozy elogiou Obama após a reunião dos dois na Casa Branca, pelo fato de o presidente dos EUA tentar aproximar Israel e os palestinos para a retomada das conversações de paz. Sarkozy disse que a "ausência de paz" na região "é um problema de todos nós", e que isso ajuda a alimentar o terrorismo ao redor do mundo.

Apesar das declarações conjuntas, a Casa Branca afirmou mais cedo que Obama não pediria a Sarkozy o envio de mais soldados franceses para a guerra no Afeganistão. A França tem um contingente de 3.750 soldados que lutam atualmente no Afeganistão, ao lado dos mais de 100 mil soldados norte-americanos e de outros países ocidentais, que enfrentam a insurgência do grupo fundamentalista Taleban. Com informações da Dow Jones.

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