Obama diz que aliados devem avaliar eficácia do apoio contra o Estado Islâmico

Declaração foi feita após o secretário de Defesa, Ash Carter, dizer que as forças iraquianas fugiram do avanço dos jihadistas sem lutar

O Estado de S. Paulo

26 de maio de 2015 | 20h21

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira que seu país quer apoiar o governo do Iraque em sua luta contra o Estado Islâmico e isso significa que os americanos e seus aliados precisam pensar se estão enviando ativos militares para a região de maneira eficaz.

A declaração foi feita após o secretário de Defesa, Ash Carter, criticar as forças iraquianas no fim de semana, dizendo que elas fugiram do avanço do Estado Islâmico em Ramadi sem lutar.

Obama não respondeu a questões sobre a declaração de Carter, mas disse que o desafio representado pelo Estado Islâmico no Iraque e na Síria e a turbulência na Líbia forçavam a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) a olhar bem para todos os aspectos de sua missão.

"Isso significa um aumento na construção da capacidade de defesa com outros países como o Iraque ou países [do Golfo Pérsico] que estão interessados em trabalhar conosco, assim como com a União Africana", afirmou Obama após uma reunião no Salão Oval com o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg. "Isso significa que nós temos de pensar se estamos enviando e organizando nossos ativos efetivamente para responder a esse desafio."

O Iraque anunciou o lançamento de uma grande operação militar para tirar o Estado Islâmico da Província de Anbar, no oeste do país. As tropas iraquianas buscam retomar essa região, que é uma base dos muçulmanos sunitas no país, onde o grupo extremista capturou a capital provincial de Ramadi. / AP

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