Obama diz que chegou a hora de Kadafi deixar a Líbia

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu ontem que o ditador da Líbia, Muamar Kadafi, deixe o poder imediatamente, afirmando que ele perdeu a legitimidade para governar, após as ações violentas contra seu próprio povo. Com essa atitude, Obama deixou de lado a cautela.

AE, Agência Estado

27 de fevereiro de 2011 | 13h23

Pela primeira vez, Obama exigiu que Kadafi renuncie, afirmando que o governo líbio tem que ser responsabilizado por suas sanções brutais contra dissidentes. Os EUA também anunciaram novas sanções contra a Líbia. "O presidente afirmou que, quando a única maneira de um líder permanecer no poder é usando violência em massa contra seu próprio povo, ele perde a legitimidade para governar e precisa fazer o que é correto por seu país, deixando-o agora", disse a Casa Branca.

O comunicado que resume o telefonema de Obama à chanceler alemã Angela Merkel foi divulgado no momento em que o regime da Líbia repassou armas a partidários civis e enviou patrulhas armadas à capital para conter os dissidentes e controlar a rebelião que agora toma grande parte do país.

Até sábado, autoridades dos EUA haviam evitado dar apoio total aos protestos, insistindo que cabia ao povo líbio determinar como quer ser governado. Explicando a mudança, a secretária de Estado, Hillary Clinton, afirmou que os líbios "deixaram claro" que querem a saída de Kadafi. As informações são da Associated Press.

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