Obama diz que condena 'totalmente' violência no Iêmen

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que os responsáveis pela matança de 41 manifestantes hoje no Iêmen precisam ser levados à Justiça. "Eu condeno totalmente a violência que aconteceu hoje no Iêmen. Peço ao presidente (Ali Abdullah) Saleh que cumpra sua promessa de permitir manifestações pacíficas. Os responsáveis pela violência de hoje precisam prestar contas", afirmou. Os EUA apoiam o governo de Saleh com centenas de milhões de dólares em ajuda militar, para que o presidente combata uma das unidades mais ativas da rede extremista Al-Qaeda.

AE, Agência Estado

18 de março de 2011 | 17h20

Saleh, que está no poder desde 1978, impôs declarou hoje estado de emergência no Iêmen. Pelo menos 41 manifestantes contrários ao governo foram mortos a tiros durante uma manifestação na capital do país, Sanaa, disseram médicos e testemunhas. Além disso, mais de 100 pessoas foram feridas em meio à violência. Segundo manifestantes, a polícia fechou uma rota de fuga com pneus em chamas, o que deixou a multidão totalmente vulnerável aos disparos de francoatiradores, favoráveis ao regime de Saleh.

"É um massacre", disse Mohammed al-Sabri, porta-voz da oposição. "Isso foi parte de um plano criminoso para simplesmente matar os manifestantes e o presidente e sua família são responsáveis pela carnificina que aconteceu nesta sexta-feira no Iêmen". Manifestantes furiosos invadiram vários prédios próximos em busca de francoatiradores e capturaram dez homens, que eles afirmam terem sido pagos pelo governo para desfechar a matança. Eles disseram que os dez serão entregues à Justiça. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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