Obama diz que Cuba concordou em lidar com casos de fugitivos dos EUA

A decisão de Obama de retirar Cuba da lista de apoiadores do terrorismo foi alvo da oposição de alguns nos EUA, que lembraram os casos desses fugitivos

O Estado de S. Paulo

16 de abril de 2015 | 16h05

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que Cuba está trabalhando para resolver os casos dos fugitivos americanos que estão se escondendo da Justiça na ilha. Em mensagem ao Congresso americano datada de quarta-feira, 15, Obama reconhece que Cuba chegou a fornecer moradia, carnês de alimentação e cuidados médicos para alguns fugitivos procurados pelos EUA, seja para julgamentos ou já para que cumpram sentenças.

O presidente afirmou, porém, que Havana tem cooperado mais em alguns casos recentes. Obama enviou uma carta aos congressistas dizendo que deseja a retirada de Cuba da lista de Estados que patrocinam o terrorismo, como parte de seus esforços para normalizar as relações diplomáticas. A decisão de Obama de retirar Cuba da lista de apoiadores do terrorismo foi alvo da oposição de alguns nos EUA, que lembraram os casos desses fugitivos.

A normalização das relações entre Cuba e EUA pode abrir caminho para a Justiça americana capturar a primeira mulher a ser colocada na lista de terroristas procurados pelo FBI.  Joanne Chesimard foi condenada por matar a tiros um policial de New Jersey, em 1973, e, depois de escapar da prisão, fugir para Cuba. Em dezembro, em um comunicado, o superintendente de polícia de New Jersey, coronel Rick Fuentes, disse que o novo cenário aumenta as chances de levar Joanne de volta para a prisão nos EUA.  Ela foi colocada na lista de terroristas em 2013 e é a única, de todos os nomes, a morar em Cuba. / ASSOCIATED PRESS
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