Obama diz que G-8 está comprometido com expansão

O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou que o G-8 está comprometido com o crescimento, a estabilidade e a consolidação fiscal, enquanto líderes tentam reduzir as divergências sobre como deve se lidar com o aprofundamento da crise na zona do euro. Circundado pelos líderes do G-8, Obama indicou que uma abordagem equilibrada era necessária como "parte de um pacote amplo que todos nós devemos buscar com o objetivo de conquistar um tipo de prosperidade que nós estamos procurando."

PATRICIA LARA, Agência Estado

19 Maio 2012 | 12h47

Com as sérias dúvidas que pairam sobre a união monetária na Europa, os líderes das principais potências econômicas do mundo se reuniam em Camp David para tentarem uma aproximação entre as suas demandas por gastos mais amigáveis para se estimular o crescimento com a Alemanha, defensora de cortes profundos nos gastos.

Em conversas neste sábado, Obama e líderes da Alemanha, França, Canadá, Itália, Reino Unido, Rússia e Japão buscarão negociar um consenso, mesmo que um plano decisivo de ação ainda pareça distante no momento atual.

A reunião do G-8 deve criar as bases para o encontro europeu na próxima semana, no qual os países que compartilham o euro esperam chegar a uma posição conjunta em torno de medidas específicas para combater o aumento do endividamento, enquanto estimulam a recuperação. Obama deu o tom do G-8 na sexta-feira, após o encontro com o recém eleito presidente da França, Francois Hollande, quando ele disse que o objetivo do encontro é promover tanto a consolidação fiscal com uma agenda de crescimento forte.

Segundo Obama, os dois líderes "concordaram que essa questão é de extraordinária importância não só para a população da Europa, como para a economia mundial". Em um indício das pressões que enfrentam os líderes do G-8, Obama cumprimentou a chanceler alemã Angela Merkel em Camp David e perguntou como ela estava. Merkel, que enfrenta resistência a sua defesa pela austeridade,, contraiu os ombros.

Embora não seja o único para a Europa, um ponto central do encontro é o destino da Grécia. O país vivencia a mais aguda crise financeira entre os países da zona do euro e realizará nova eleições em 17 de junho, após o pleito anterior de 6 de maio ter resultado em um impasse político. A questão é se a Grécia abandonará o euro para escapar das medidas de austeridade. As informações são da Associated Press.

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