_pixel_trappa
_pixel_trappa

Obama diz que massacre em Orlando foi ato de 'terror' e de 'ódio'

Número de vítimas é o maior já registrado no país desde os atentados de 11 de setembro de 2011; FBI está investigando o ataque como um ato de terrorismo

Cláudia Trevisan, correspondente / Washington, O Estado de S. Paulo

12 Junho 2016 | 16h12

WASHINGTON - O ataque que deixou 50 pessoas mortas e outras 53 feridas em uma casa noturna frequentada pelo público LGBT em Orlando, na Flórida, foi um ato de “terror” e de “ódio”, declarou o presidente do EUA, Barack Obama, no início da tarde deste domingo, 12. Segundo ele, o FBI está investigando o ataque como um ato de terrorismo.

O número de vítimas é o maior já registrado no país desde os atentados de 11 de setembro de 2011. Em mensagem divulgada por sua agência de notícias, o Estado Islâmico disse que o ataque foi realizado por um de seus seguidores, o americano filho de afegãos Omar Mateen.

O alvo foi a casa noturna Pulse, onde cerca de 300 pessoas estavam reunidas na madrugada do domingo, quando o atirador abriu fogo com um fuzil de assalto semelhante ao AR-15.  O ataque em Orlando é semelhante ao ocorrido em Paris em novembro, quando 89 pessoas morreram na boate Bataclan, como parte dos ataques coordenados que deixaram 130 vítimas. Os dois alvos são símbolos do estilo de vida ocidental, frequentados principalmente por jovens.

“Esse é um dia especialmente difícil para todos os nosso amigos, nossos compatriotas americanos, que são lésbicas, gays, bissexuais ou transgêneros”, declarou Obama em pronunciamento na Casa Branca. “O atirador atingiu um clube noturno no qual as pessoas se reuniam para estar com seus amigos, dançar e cantar e para viver.”

Pessoas que estavam Pulse relataram um cenário de caos e pânicos em entrevistas a veículos de imprensa americanos. Em entrevista ao jornal The New York Times, o DJ Ray Rivera, um dos que se apresentavam no clube, disse que ouviu tiros e baixou o volume da música para ter certeza do que estava acontecendo. “Eu pensei que eram fogos de artifício, então percebi que alguém estava atirando nas pessoas no clube. Eu escutei cerca de 40 tiros vindos da área principal da boate”, afirmou. “Eu corri por uma portão lateral. Vi corpos no chão, pessoas no chão em todos os lugares. Era um caos, todo mundo tentando sair.”

Em mensagem divulgada no início do mês, o porta-voz do Estado Islâmico, Mohammed al-Adnani, conclamou muçulmanos ao redor do mundo a atacarem infiéis durante o Ramadan, o período de um mês em que os islâmicos jejuam durante o dia, que teve início no dia 5 de junho.

“O Ramadan está chegando, o mês de ataques e da jihad, o mês da conquista, portanto esteja preparado e esteja em alerta e se assegure de que todos vocês passem (o Ramadan) no ataque em nome de Deus”, declarou al-Adnani em uma mensagem de 30 minutos dirigida aos simpatizantes do Estado Islâmico.

A orientação da organização é a de que “lobos solitários” atuem por conta própria, sem necessidade de ordens diretas de seu comando. Há seis meses, o casal Syed Rizwan Farook e Tashfeen Malik mataram a tiros 14 pessoas e deixaram outras 22 feridas em San Bernardino, na Califórnia. Segundo o FBI, ambos se radicalizaram nos EUA, inspirados por propaganda extremista disseminada na internet.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.