Ron Sachs/EFE
Ron Sachs/EFE

Obama diz que movimento da Rússia na Ucrânia não é sinal de força

Presidente dos EUA insinua que conselheiros de Vladimir Putin fazem interpretações diferentes da crise

O Estado de S. Paulo,

04 de março de 2014 | 20h33

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira, 4, que a intervenção do presidente da Rússia, Vladimir Putin, na Ucrânia não é um sinal russo de força, mas um reflexo da profunda preocupação dos vizinhos da Rússia com a interferência de Moscou.

"O presidente Putin parece ter um conjunto diferente de advogados fazendo diferentes conjuntos de interpretações", disse Obama. O presidente americano disse também que um pacote de ajuda de US$ 1 bilhão dos EUA tem o objetivo, em parte, de assegurar que a Ucrânia tenha eleições legítimas para mostrar que o país pode se governar sozinho.

Também nesta terça-feira, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, foi a público pela primeira vez desde o aumento da presença militar russa na Crimeia para dizer que "ainda" não há a necessidade de usar a força na região autônoma de etnia russa, considerada estratégica para o Kremlin.

Putin também condenou a derrubada do presidente ucraniano Viktor Yanukovich, no mês passado e negou que as forças armadas russas estivessem diretamente envolvidas na tomada da Crimeia, mas disse que ele tem o direito de enviar forças militares para proteger cidadãos russos.

A jornalistas em Moscou, o líder russo disse que a Rússia se reserva o direito de intervir na Crimeia como "último recurso". "Qual pode ser o motivo para o uso das forças armadas? Certamente, um caso extremo", declarou Putin. "Se tomarmos essa decisão, de empregar as forças armadas, será legítima." / REUTERS e AP

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