Obama diz que não sabia que tia está ilegal nos EUA

O candidato do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos, senador Barack Obama, afirmou neste sábado que não sabia que sua tia Zeitune Onyango, do Quênia, está vivendo ilegalmente nos EUA. Ele também disse acreditar que as leis apropriadas devem ser seguidas. A Associated Press revelou que Zeitune Onyango, meia-irmã do pai de Obama, vive em uma unidade de moradia pública em Boston (Massachusetts), embora um juiz da área de imigração tenha rejeitado seu pedido de asilo e determinado que ela deveria deixar os EUA há quatro anos.A campanha de Obama divulgou comunicado dizendo que "o senador Obama não tem conhecimento do status dela, mas, obviamente, acredita que todas e quaisquer leis apropriadas devem ser seguidas". Obama não conhece muitos integrantes de sua numerosa família queniana. Segundo sua autobiografia, o senador conheceu Onyango em sua primeira visita ao Quênia, já como adulto. Segundo os assessores de sua campanha, os dois se encontraram algumas vezes depois daquela primeira ocasião, a primeira durante a visita que Obama fez ao Quênia com sua mulher, Michelle.Mais tarde, há cerca de nove anos, Onyango visitou o casal em Chicago (Illinois), a convite de Obama, usando um visto de turista, e visitou amigos na Costa Leste antes de voltar ao Quênia. Em 2004, Onyango assistiu à cerimônia de posse de Obama como senador, mas funcionários da campanha disseram que ele não deu assistência para que ela obtivesse um novo visto de turista, nem conhece detalhes da estadia dela nos EUA. Segundo os assessores, a última vez em que o senador teve qualquer notícia sobre sua tia foi há cerca de dois anos, quando ela telefonou dizendo estar em Boston.A recusa de Onyango a deixar os EUA representa uma violação administrativa, e não criminal, da legislação sobre imigração - o que significa que casos como esse são tratados fora dos tribunais criminais. Estima-se que cerca de 10 milhões de estrangeiros estejam ilegalmente nos EUA.Segundo a Comissão Federal de Eleições dos EUA, documentos apresentados pela campanha de Obama mostram que Onyango deu contribuições para a campanha presidencial do sobrinho totalizando US$ 260; de acordo com a legislação, somente cidadãos norte-americanos e estrangeiros com status de moradores permanentes, portadores do "green card" (documento que permite residir e trabalhar no país), podem contribuir com dinheiro para campanhas políticas. Ao declarar as contribuições, Onyango citou a Autoridade de Habitação de Boston como sua empregadora. A última contribuição, de US$ 5, foi dada em 19 de setembro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.