Obama diz que ofensiva no Iraque durará 'mais que semanas'

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou no sábado, 9, que os ataques aéreos americanos contra os insurgentes do Estado Islâmico no Iraque e no Levante (Isil, na sigla em inglês) levarão "mais do que semanas". "Isso levará algum tempo", afirmou em entrevista antes de deixar Washington para duas semanas de férias.

AE, Estadão Conteúdo

09 de agosto de 2014 | 11h52

O presidente disse que os bombardeios feitos desde sexta-feira destruíram armas e equipamentos que os jihadistas poderiam usar para atacar Irbil, a capital curda do Iraque. Ele acrescentou que os EUA continuarão a dar assistência e consultoria militar ao governo de Bagdá e tropas curdas, mas salientou a importância de o Iraque formar seu próprio governo inclusivo.

"Temos obrigação de proteger os americanos na região", disse o presidente, completando que o consulado em Irbil será mantido. O ataque de radicais à missão dos EUA em Benghazi, na Líbia, com a morte do embaixador Christopher Stevens, em 2012, originou uma das principais crises enfrentadas por Obama em seu primeiro mandato. Na sexta-feira, ele afirmou que os EUA não se transformariam na "Força Aérea Iraquiana" e a ajuda "não significava a chegada da cavalaria".

Em entrevista publicada no jornal The New York Times no sábado, o presidente disse que os EUA podem eventualmente fazer mais para ajudar o Iraque a repelir o grupo militante. "Não vamos deixar que eles criem nenhum califado através da Síria e do Iraque. Mas só poderemos fazer isso se soubermos que temos parceiros no campo que sejam capazes de preencher o vazio."

Obama também expressou arrependimento de não fazer mais para ajudar a Líbia, pessimismo sobre as perspectivas de paz no Oriente Médio, preocupação de que a Rússia invada a Ucrânia e frustração de que a China não tenha se oferecido para ajudar.

Obama disse ainda que conversou com o primeiro-ministro do Grã-Bretanha, David Cameron, e com o presidente da França, François Hollande, e que ambos expressaram apoio às ações americanas e se juntarão a elas. / REUTERS

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