Carolyn Kaster/AP
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Obama diz que rivais devem ''ser cuidadosos''

Em ritmo de campanha, o presidente reagiu a críticas do possível adversário Rick Perry

Denise Chrispim Marin, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2011 | 00h00

ENVIADA ESPECIAL, PEOSTA, EUA - Em um clima claramente eleitoral, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, abriu fogo ontem contra seu provável concorrente nas eleições de novembro 2012, o governador do Texas, Rick Perry.

 

 
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Em entrevista à CNN, Obama questionou a maturidade política do rival republicano, por ter afirmado não ser próprio para os EUA ter um presidente que jamais prestou serviço militar. Perry anunciou a pré-candidatura no sábado e é visto como favorito nas bases do partido.

 

"Os candidatos à presidência devem ser cuidadosos com o que dizem", atacou Obama, comandante-chefe das Forças Armadas dos EUA e alvo direto da crítica de Perry. "Vou dar um desconto, por enquanto", completou, ao atribuir ao governador do Texas falta de experiência em campanhas nacionais.

Mesmo negando o caráter eleitoral de sua viagem pelo interior do Meio-Oeste, até o ônibus de US$ 1 milhão usado por Obama o denunciou. Trata-se de uma das encomendas do serviço secreto para os candidatos nas eleições presidenciais de novembro de 2012. Até a última votação, os concorrentes - até mesmo Obama - viajaram em ônibus próprios. Blindado e com vidros escuros, o novo veículo foi apelidado de "besta negra".

"O presidente não está em modo de campanha", insistiu ontem o porta-voz de Obama, Jay Carney. A caravana presidencial de três dias foi bancada pela Casa Branca, que não informou o custo da operação.

Obama viaja com dois secretários - Tom Vilsack, da Agricultura, e Ray LaHood, dos Transportes - e arrasta um aparato de servidores, seguranças e batedores.

Ao abrir o Fórum Econômico Rural em Peosta, no Estado de Iowa, o presidente também criticou o Tea Party, grupo radical dentro do Partido Republicano, e pediu maior pressão dos fazendeiros sobre o Congresso pela aprovação de propostas do governo engavetadas na Câmara.

Entre os textos, estão os acordos de livre comércio com Colômbia, Coreia do Sul e Panamá.

"A única coisa que nos atrapalha na aprovação das medidas é a recusa de uma facção do Congresso em colocar o país acima do partido", disse a cerca de 200 ruralistas. "Temos de colocar a política de lado no curto prazo", completou.

O fórum foi organizado pelo Conselho Rural da Casa Branca, criado em junho, e ocorreu em um galpão onde são ministrados cursos sobre segurança no agronegócio.

Obama participou de duas reuniões menores, durante as quais ouviu preocupações com as oscilações dos preços internacionais das commodities.

Mas a preocupação com o desemprego pouco diz respeito a Iowa ou ao setor agrícola, um dos raros em expansão nos EUA. A taxa de desemprego de 9,1%, em julho, não inclui dados do setor, atualmente um dos maiores empregadores.

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