Obama diz que Síria deve ser punida, mas ainda não decidiu como

Em entrevista a rede PBS, presidente americano afirma que regime de Assad foi autor do ataque com armas químicas

O Estado de S. Paulo,

28 de agosto de 2013 | 18h46

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou nesta quarta-feira, 28, que ainda não tomou uma decisão sobre o tipo de ação que será tomada em resposta ao ataque com armas químicas feito pelo regime sírio na semana passada. "Quem contraria a legislação internacional deve ser punido", afirmou o presidente em entrevista a rede PBS.

Obama voltou a dizer que os EUA não têm dúvidas de que o regime do presidente Bashar Assad foi o responsável pelo massacre nos subúrbios de Damasco. A oposição síria afirma que mais de mil pessoas morreram no ataque.

Segundo o presidente americano, ainda estão sendo feitas consultas com a comunidade internacional para decidir a ação a ser realizada. "Os EUA querem impedir que a Síria volte a usar armas químicas...não tomei uma decisão, recebi alternativas das Forças Armadas e tive diversas reuniões com a equipe de Segurança."

Obama também falou em uma transição política na Síria e citou a Rússia - país aliado ao governo de Assad e que não atribuiu o ataque ao regime. "Estamos preparados para trabalhar com qualquer um, com a Rússia, para encerrar essa situação na Síria."

Aval. A Grã-Bretanha apresentou uma proposta de resolução ao Conselho de Segurança da ONU nesta quarta-feira, condenando os ataques feitos pelas forças de Assad e autorizando "medidas necessárias" para proteger civis do uso de armas químicas, disse o primeiro-ministro David Cameron.

"A Grã-Bretanha redigiu uma resolução condenando o ataque com armas químicas de Assad e autorizando medidas necessárias para proteger civis...Nós sempre dissemos que queremos que o Conselho de Segurança da ONU cumpra à altura suas responsabilidades na Síria. Hoje temos uma oportunidade de fazer isso", acrescentou o premiê britânico./ AP e REUTERS

 

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