Rick Wilking/Reuters
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Barack Obama diz que tiroteios não podem se tornar algo 'normal'

'Devemos fazer alguma coisa em relação à facilidade de acesso a armas de guerra', disse o presidente americano em comunicado

O Estado de S. Paulo

28 de novembro de 2015 | 15h34

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que o tiroteio ocorrido nessa sexta-feira, no Colorado, não pode ser encarado como algo normal. "Isto não é normal e nós não podemos deixar que isto se torne normal", declarou Obama, em comunicado. Na ocasião, um homem armado abriu fogo em uma clínica de planejamento familiar, a cidade de Colorado Springs, e deixou três pessoas mortas, sendo um policial e dois civis. Além disso, vários ficaram feridos.

"Se realmente nos preocupamos com isso, e nós estamos oferecendo nossos pensamentos e orações novamente, devemos fazer alguma coisa em relação à facilidade de acesso a armas de guerra por pessoas que não deveriam estar com elas. Isto já é suficiente", disse Obama.

Três policiais foram inicialmente feridos depois de responder a um chamado às 11:38h de sexta (horário local) sobre um homem armado na clínica, contou a tenente Catherine Buckley, do departamento de polícia de Colorado Springs. Segundo a oficial, a polícia invadiu o edifício para tentar conter o atirador, com quem trocou tiros até por volta das 14:15h. Ele atingiu seis oficiais enquanto estava escondido na clínica. Os policiais conseguiram se aproximar do atirador, que se rendeu por volta das 17h.

Um dos policiais feridos, da Universidade do Colorado, não resistiu aos ferimentos e morreu, assim como dois civis feridos no ataque, disseram as autoridades durante uma conferência de imprensa na noite de ontem. A Universidade do Colorado identificou o funcionário como Garrett Swasey, 44 anos. Os nomes das outras duas vítimas não foram divulgados. Nove pessoas permaneciam em hospitais locais em bom estado de saúde, disseram as autoridades.

Segundo a polícia, o atirador foi identificado como Robert Lewis Dear, de 57 anos, da Carolina do Norte. Ele deverá se apresentar ao tribunal na segunda-feira. Nenhum outro detalhe sobre o suspeito foi divulgado, incluindo se ele tinha qualquer ligação com a Planned Parenthood, uma organização nacional que oferece serviços de saúde para mulheres, incluindo abortos. "Nós não temos qualquer informação sobre a mentalidade do indivíduo, suas ideias ou ideologia", afirmou Buckley. Fonte: Associated Press.

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