Obama e Boehner não conseguem diminuir divergências

A reunião do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com os quatro principais líderes do Congresso não conseguiu diminuir as diferenças entre os democratas e os republicanos sobre a paralisação do governo federal, que deve continuar vigente, sem uma solução à vista.

AE, Agência Estado

02 de outubro de 2013 | 23h08

Em declarações fora da Casa Branca, o presidente da Câmara, John Boehner, disse o

reunião entre o presidente e os líderes do Congresso foi "boa", mas disse que

Obama repetiu que não vai negociar sobre a reforma da saúde, também conhecida como Obamacare, ou sobre o teto da dívida.

O presidente da Câmara culpou o presidente norte-americano e os democratas e disse que eles eram inflexíveis. "Eles não vão negociar", pontuou Boehner, que afirmou que os norte-americanos esperam que os líderes entrem em acordo.

Segundo Boehner, há uma necessidade urgente de que Obama se reúna com os líderes do Congresso para se sentarem e terem uma "discussão séria " sobre as suas diferenças referentes à política fiscal. Ele repetiu seu apelo sobre a possibilidade de um comitê de conferência entre a Câmara e o Senado elaborar uma lei de gastos nas próximas seis semanas. Boehner ainda afirmou que a reunião foi agradável, mas não produtiva.

O líder da maioria no Senado, Harry Reid, e a líder da minoria na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, fizeram um relato diferente sobre a reunião e indicaram a continuidade de um impasse entre os partidos.

Reid disse que os democratas concordaram com o nível de gastos exigidos pela

republicanos no ano de 2014. Ele disse que Boehner recusa não como resposta.

Além disso, o líder da maioria no Senado disse que os democratas estão dispostos a manter um comitê de conferência entre a Câmara e o Senado mesmo depois que as operações do governo voltarem a funcionar normalmente. Reid disse que tentou "jogar uma tábua de salvação "para Boehner, mas ele se recusou a levá-la.

Pelosi disse que os democratas também fizeram uma grande concessão ao aceitar a proposta de gastos feita pelos republicanos, acrescentando que é um nível de gastos que os democratas da Câmara "não gostam e não respeitam", mas que vão aceitar. Mas Pelosi disse que a reunião na Casa Branca teve alguns benefícios. "Foi um

encontro que valeu a pena", opinou ela, acrescentando que era uma "discussão franca".

O líder da minoria no Senado, Mitch McConnell, não falou com repórteres após a

Reunião na Casa Branca.

O secretário do Tesouro Jack Lew participou da reunião para discutir a necessidade de

aumentar o teto da dívida até 17 outubro. Fonte: Market News International.

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