Obama e Calderón criticam lei do Arizona

Em visita a Washington, presidente mexicano diz que legislação tratará trabalhadores imigrantes como criminosos

Patrícia Campos Mello, O Estado de S.Paulo

20 Maio 2010 | 00h00

CORRESPONDENTE / WASHINGTON

O presidente Barack Obama condenou ontem a rígida lei de imigração adotada pelo Arizona e instou o Congresso a acelerar a reforma da imigração. Obama estava ao lado do presidente mexicano, Felipe Calderón, que foi a Washington para um jantar oficial e discursar no Congresso. Os tópicos principais da série de encontros foram imigração e guerra contra o narcotráfico no México. Calderón criticou duramente a lei assinada pela governadora do Arizona, Jan Brewer, que entra em vigor em julho.

"Nos negamos a criminalizar a migração, o que levaria pessoas que trabalham neste país e fazem coisas por esta nação a ser tratadas como criminosos", disse Calderón. "Nos opomos firmemente à lei 1070 do Arizona, que é uma lei discriminatória." A legislação exige que policiais estaduais questionem e prendam suspeitos de ser imigrantes ilegais. Para os críticos, qualquer pessoa com cara de hispânico que for pega sem documentos pode acabar presa.

Obama disse que a lei era um "uma expressão da frustração com nosso sistema de imigração falido." Ele reconheceu a apreensão dos americanos com a imigração ilegal e a insegurança na fronteira com o México. "Meu governo dedicou recursos sem precedentes para garantir a segurança de nossa fronteira; a imigração ilegal está caindo", disse Obama, acrescentando que está "examinando de perto" a lei do Arizona, especialmente para avaliar potenciais implicações em direitos civis.

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