Obama e Hillary trocam farpas sobre corte de impostos nos EUA

Os pré-candidatosdemocratas Barack Obama e Hillary Clinton deram ênfase a suaagenda econômica e trocaram farpas sobre impostos aplicados acombustíveis em seu giro pelo Estado de Indiana antes da prévialocal de maio, que será decisiva para a indicação do candidatodo partido na disputa presidencial dos Estados Unidos. Hillary, senadora pelo Estado de Nova York, está atrás deObama em votos e número de delegados que decidirão acandidatura do partido na eleição de novembro. Ela desafiouObama, senador por Illinois, a participar de um debatetelevisionado com ela, sem moderadores. O comando da campanhade Obana recusou. Obama passou uma mensagem populista ao tentar alcançar oseleitores da classe trabalhadora que asseguraram a vitória aHillary na eleição primária da Pensilvânia, realizada naterça-feira. "Se a economia está crescendo e sua renda está caindo, oque está acontecendo? Isso significa que alguém está se dandobem, como um bandido", disse Obama a cerca de 2.000 pessoas nacidade de Marion, citando cortes de impostos no governo deGeorge W. Bush que beneficiaram os ricos e não a classe média. Obama se posicionou contra a remoção de um imposto sobre agasolina nos meses de verão (a partir de junho) -- medidaapoiada por Hillary e o candidato republicano, John McCain --,dizendo que isso pode não levar à redução de preços e iriaexaurir um fundo usado para construção de estradas. "A única maneira que temos para baixar os preços dagasolina a longo prazo é começar a usar menos petróleo", disseObama na cidade de Anderson. Indiana realizará a prévia para indicação de seu candidatoem 6 de maio e as pesquisas mostram uma disputa equilibrada.Como outros norte-americanos, os moradores do Estado estãopreocupados com a alta dos preços dos combustíveis, a crise nosistema de financiamento habitacional, perda de empregos e umaeconomia cambaleante. Hillary lançou um anúncio de campanha e pediu a suspensãodo imposto sobre a gasolina. "Hillary Clinton sabe que é hora de agir, de pegar algunsdos lucros inesperados que o setor petrolífero está tendo nomomento para que paguem a suspensão do imposto sobre a gasolinaneste verão, de investigar as gigantes do petróleo por extorsãoe conluio", dis o anúncio. Um porta-voz de McCain -- que tirou o dia de folga nacampanha -- disse que Obama voltou atrás, pois havia apoiadoantes a ação sobre preços da gasolina. "Os preços da gasolina estão no seu valor mais alto e, emvez de adotar uma posição forte pelos norte-americanos quetrabalham duro, Barack Obama voltou atrás em seu apoio a umalívio nos impostos sobre a gasolina", disse Tucker Bounds, emum comunicado.

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