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Obama e Hollande discutem espionagem da NSA na França

Após ouvir críticas de líder francês, presidente americano promete rever medidas

O Estado de S. Paulo,

22 de outubro de 2013 | 08h40

WASHINGTON - Os presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e da França, François Hollande, conversaram na segunda-feira, 21, sobre as reportagens que denunciaram a espionagem americana de larga escala contra cidadãos franceses. Enquanto o líder americano prometeu rever as práticas adotadas pela inteligência americana, o francês manifestou sua "reprovação profunda ao episódio.

"O presidente Obama e o presidente Hollande discutiram as recentes revelações na imprensa, algumas das quais distorceram nossas atividades e algumas levantaram questões legítimas para nossos amigos e aliados sobre como essas atividades são empregadas", afirmou a Casa Branca. "O presidente  deixou claro que os Estados Unidos começaram a revisar a forma como reunimos informações de inteligência, para que possamos equilibrar adequadamente as preocupações legítimas com a segurança de nossos cidadãos e aliados com as preocupações sobre privacidade que todas as pessoas compartilham."

Hollande expressou uma "reprovação profunda" aos métodos usados pela Agência Nacional de Segurança americana (NSA) a Obama na conversa telefônica. O líder francês  considerou a atitude "inaceitável entre aliados e amigos" e exigiu explicações.

Os dois presidentes concordaram em trabalhar juntos para analisar as alegações de espionagem e ressaltaram que é preciso criar uma estrutura para garantir que a coleta de dados de inteligência seja utilizada apenas na luta contra o terrorismo, de acordo com a presidência francesa.

O esquema de monitoramento foi revelado ontem pelo jornal Le Monde, com base nos documentos vazados pelo ex-agente da CIA Edward Snowden. Em resposta a reportagem do Le Monde, a França disse na segunda-feira que exigiu que os EUA encerrem operações de espionagem "inaceitáveis" contra empresas e cidadãos franceses. Além disso, o Ministério de Relações Exteriores da França convocou o embaixador dos EUA no país, Charles Rivkin, para pedir explicações. / AP  e REUTERS

 

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