Jason Reed/Reuters
Jason Reed/Reuters

Obama e Kan condenam conduta da China sobre Coreia do Norte

Líderes pressionaram para que Pequim tome ações mais fortes em relação a naufrágio de corveta de Seul

Associated Press,

27 de junho de 2010 | 21h17

TORONTO- O presidente Barack Obama e o primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, pressionaram neste domingo, 27, a China para que tome ações fortes em resposta a Coreia do Norte pelo naufrágio de uma corveta sul-coreana, pelo que Obama criticou "a cegueira intencional" do país asiático.

 

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Em comentários ríspidos feitos à margem da cúpula do G-20, em Toronto, o presidente americano disse a repórteres que tem esperanças de que seu colega chinês, Hu Jintao, reconheceria que Pyongyang passou dos limites no afundamento do navio de guerra de Seul no qual morreram 46 marinheiros em março.

 

"Há uma diferença entre limitação e cegueira intencional a problemas consistentes", disse Obama, em referência à preocupação de Pequim de que uma instabilidade no Norte poderia causar problemas maiores na fronteira com a China.

 

Obama afirmou que quer que o Conselho de Segurança da ONU faça "um reconhecimento transparente" da ação do Norte no naufrágio da corveta. Para isso, a cooperação da China, membro permanente do CS com direito a veto, seria crucial.

 

Fingir não ver os fatos desagradáveis sobre o comportamento de Pyongyang, segundo o líder americano, "é um mau hábito que precisamos cortar".

 

Uma investigação internacional liderada por Seul concluiu no mês passado que um torpedo da Coreia do Norte atingiu a corveta Cheonan na fronteira com o Sul. O Norte negou a acusação e avisou que qualquer punição por parte da comunidade internacional poderia desencadear uma guerra.

 

Em separado, o novo primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, disse a jornalistas que uma condenação anterior da Coreia do Norte na cúpula do G-8, que ocorreu no sábado, "teria um grande destaque" na ONU. Kan disse que encorajou Hu durante seu encontro bilateral na cúpula para se juntar aos líderes mundiais na questão.

 

A Coreia do Sul já denunciou o naufrágio ao Conselho de Segurança, que pode adotar uma resolução condenando a Coreia do Norte ou emitir uma decisão menos rigorosa.

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