Obama e McCain disputam votos dos latinos

Os candidatos à presidência dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain, passaram o dia tentando seduzir o eleitorado hispânico. Os dois discursaram em Washington, na convenção da League of United Latin American Citizens, uma das maiores organizações latinas do país. McCain falou primeiro e defendeu a realização de uma reforma migratória antes da construção de um muro na fronteira com o México. Ele também lembrou seu esforço para aprovar uma reforma na lei de imigração que legalizasse os cerca de 12 milhões de clandestinos que vivem nos EUA - posição que foi obrigado a abandonar para obter apoio da base do partido - e fez questão de comentar a respeito da latinidade de seu Estado, o Arizona. Obama discursou no fim da tarde e enfatizou a importância do voto latino. "Durante as manifestações de imigrantes, em 2006, o lema era: ''Hoje protestamos, amanhã votamos''", lembrou o democrata. "Bom, chegou a hora de votar", afirmou Obama, que também prometeu cidadania os milhões de latinos que vivem de maneira ilegal no país. De acordo com dados do governo americano, os latinos já representam 9% do eleitorado. Cerca de 65% deles residem em quatro Estados: Califórnia, Texas, Nova York e Flórida. Em outros lugares, como no Novo México, mais de 500 mil latinos estão registrados para votar, o que representa 38% do eleitorado do Estado. Segundo uma pesquisa do instituto Gallup, divulgada semana passada, Obama é o candidato favorito para 59% dos latinos. Bem atrás, McCain tem a preferência de apenas 29% dos eleitores hispânicos.

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