Obama e McCain recebem declaração norte-coreana com cautela

O candidato do Partido Democrata àPresidência dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nestaquinta-feira que questões críticas sobre a declaração nuclearda Coréia do Norte ainda permaneciam sem resposta, e que eracrucial que o Congresso a revisasse. Obama, senador pelo Estado de Illinois, afirmou em umcomunicado que as sanções norte-americanas em Pyongyang sódeveriam ser suspensas "baseadas no desempenho da Coréia doNorte". A declaração norte-corena, que entregou um relatório sobresuas atividades nucleares, foi um passo à frente, mas outrospassos precisam ser dados, disse Obama. "Antes de pressionar pela retirada da Coréia do Norte dalista de países que patrocinam o terrorismo, o Congressoprecisa tirar os próximos 45 dias para examinar a adequação dadeclaração da Coréia do Norte e os procedimentos deverificação", disse Obama. "As sanções são uma parte crítica denossa influência para pressionar a Coréia do Norte a agir". Obama recebeu críticas de alguns de seus oponentes pordefender conversas diretas com países hostis aos EstadosUnidos, incluindo o Irã, que, assim como a Coréia do Norte,está sob sanções do governo norte-americano por seu programanuclear. O republicano John McCain, adversário de Obama nas eleiçõespresidenciais de novembro, também foi cauteloso, embora tenhadito que "obviamente as negociações deram algum resultado atéaqui". "Teremos que dar uma boa olhada para ver como o acordo comoum todo está, se continuaremos a levantar as sanções e se aspreocupações dos japoneses e sul-coreanos estão sendoatendidas", disse o senador por Arizona a jornalistas emCincinnati. (Reportagem de Caren Bohan)

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