Obama e Netanyahu divergem sobre Irã

Presidente americano responde a crítica de israelense a nova rodada de negociação sobre programa nuclear persa

CARTAGENA, COLÔMBIA, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2012 | 03h03

O presidente americano, Barack Obama, rebateu ontem indiretamente críticas do premiê israelense, Binyamin Netanyahu, sobre a retomada de negociações com o Irã.

O primeiro-ministro disse que Teerã recebera um "presente" das potências mundiais ao ganhar tempo durante as negociações sobre o programa nuclear.

"O Irã terá agora cinco semanas para continuar a enriquecer urânio sem nenhum limite, nenhuma inibição", dissera Netanyahu em conversa com o senador americano Joe Liberman.

Durante a 6.ª Cúpula das América, em Cartagena, na Colômbia, Obama disse que os EUA não fizeram nenhuma "doação" ao Irã e o país pode sofrer novas sanções caso desista da nova rodada de negociação, marcada para o dia 23 de maio, em Bagdá.

"Até agora, pelo menos, não doamos nada, com exceção da oportunidade para negociar e ver se o Irã chega à mesa com boa fé", disse Obama. Segundo o presidente, os EUA e seus parceiros têm sido claros com o Irã sobre os objetivos das negociações.

Os EUA vêm tentando convencer Israel a não lançar um ataque militar contra instalações nucleares do Irã e têm insistido na diplomacia. "Minha opinião é que ainda temos uma janela para resolver este conflito diplomaticamente. Essa janela está se fechando e o Irã precisa aproveitá-la", completou.

A primeira rodada de negociações, em Istambul, foi considerada bem-sucedida pelo Irã e pelas potências ocidentais, China e Rússia. / EFE e REUTERS

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