Obama e Netanyahu tentam superar crise, por telefone

Em uma conversa telefônica de uma hora de duração, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reafirmaram o compromisso de evitar que o Irã obtenha uma arma nuclear. A conversa ocorreu após Netanyahu criticar Washington por "não impor limites ao Irã".

Agência Estado

12 de setembro de 2012 | 00h53

Em comunicado, a Casa Branca afirmou que "o presidente Obama e o primeiro-ministro Netanyahu reafirmaram que estão unidos na determinação de evitar que o Irã obtenha uma arma nuclear e concordaram em prosseguir com a consultas", dizia o texto da nota divulgada pelo governo.

A conversa entre o premiê israelense e Obama foi, provavelmente, uma tentativa de reduzir as preocupações sobre uma possível divergência entre os dois líderes, que têm tido relações instáveis nos últimos anos.

Obama ressaltou a diplomacia e as sanções, enquanto que Netanyahu destacou as chamadas linhas vermelhas, que se forem transpostas merecerão uma resposta militar dos EUA.

Há pelo menos um ano, Obama tenta conter um ataque de Israel contra instalações nucleares iranianas. No mês passado, as pressões tornaram-se mais fortes com a divulgação de um novo relatório pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), segundo o qual o Irã está mais próximo de obter tecnologia para construir uma bomba.

A Casa Branca também afirmou que "ao contrário do relatos da imprensa", nunca houve um pedido de Netanyahu para se reunir com Obama quando o líder israelense estiver neste mês. As informações são da Dow Jones.

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