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Obama e Rohani começam a enfrentar desafios internos

Após o anúncio das bases de um acordo histórico na quinta-feira em Lausanne, na Suíça, Barack Obama e Hassan Rohani agora precisam trabalhar para vencer resistências nos próprios países e convencer grupos contrários de que assinar acerto definitivo é vantajoso.

O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2015 | 02h04

Em Washington, o maior entrave à consolidação de uma aproximação com os iranianos vem dos republicanos que comandam as duas Casas do Congresso e já prometeram se esforçar para impedir que o presidente tenha sucesso. Parcela significativa dos parlamentares americanos também se mostra sensível aos argumentos apresentados pelo primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, contra qualquer tentativa de solução para a questão nuclear iraniana pela via diplomática. 

Em Teerã, o presidente reformista enfrenta oposição dura feita pelos representantes da "linha dura" do regime comandado pelo aiatolá Khamenei. Parlamentares, analistas e representantes da mídia estatal mais ligados aos radicais afirmam que termos apresentados pelos negociadores na Suíça são "desequilibrados" e o país sai perdendo mais do que poderia. 

O documento praticamente congela o programa nuclear iraniano por 25 anos, além de determinar a maior operação de vigilância já feita pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Caso o acordo seja aplicado, o Irã abrirá mão de centrífugas, limitará o nível de enriquecimento de urânio e, em troca, verá o fim das sanções econômicas contra o país.

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