Madame Tussauds/Reuters
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Obama e Romney fazem primeiro debate nos EUA

Colorado, palco do confronto, é um dos Estados decisivos para definir o vencedor da eleição no colégio eleitoral

Denise Chrispim Marin, enviada especial a Denver,

02 de outubro de 2012 | 21h41

DENVER - Com a expectativa de atrair 60 milhões de espectadores nos EUA, o democrata Barack Obama e o republicano Mitt Romney participam na quarta-feira do primeiro debate da campanha eleitoral. O objetivo de ambos é convencer uma parcela de eleitores ainda indecisos em todo o país, mas especialmente nos Estados-chave que ainda estão indefinidos, caso do Colorado, local do encontro.

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O debate em Denver ocorre na Universidade do Colorado. Romney desembarcou na cidade há dois dias. Na noite de segunda-feira, fez um comício em um museu da Força Aérea. Nesta terça-feira, 2, declarou ao principal jornal do Estado, o Denver Post, que não deportará jovens imigrantes ilegais beneficiados por uma permissão de permanência de dois anos decretada recentemente por Obama.

O discurso mais brando de Romney, que defende o retorno voluntário de imigrantes ilegais a seus países de origem, foi calculado. Os latinos são 21% do eleitorado do Colorado e 65% deles votaram em Obama em 2008.

O presidente do Partido Republicano do Colorado, Ryan Call, acredita em uma virada no jogo, hoje desfavorável a Romney, ao final do debate. O candidato republicano tem 45,7% das intenções de voto no Colorado e Obama conta com 48,8%, segundo a média das pesquisas calculada pelo site Real Clear Politics.

"Temos de reconhecer que Obama tem carisma. É um grande orador", disse Call. "Mas não cumpriu suas promessas de 2008 e, dado o histórico do governo, creio que Romney e os republicanos têm melhores alternativas."

Obama preferiu cativar o eleitorado de Nevada, outro Estado ainda indefinido. Sua vantagem no Colorado está na ampla fatia de eleitores hispânicos e jovens. No entanto, a apatia do eleitor preocupa o Partido Democrata. Muitos, como o paramédico Jason Wayne, de Denver, podem não votar. "Eleição é uma baita dor de cabeça", disse ao Estado.

De acordo com o presidente do Partido Democrata do Colorado, Rick Palacio, as visões de Obama sobre impostos e o papel do Estado na economia podem ser vistas como "socialistas demais" no Estado e provocar resistência entre os eleitores. "A maioria do eleitorado daqui descende de pioneiros da conquista do Velho Oeste. As pessoas não esperam a ajuda federal e os agricultores não demandam subsídios agrícolas, como em outros Estados", explicou. "Obama não é socialista. Ele só quer diminuir a distância entre ricos e pobres", disse Palacio. 

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