Obama e Romney retomam batalha em Estados decisivos

O atual presidente visita Ohio, Iowa e Wisconsin; o republicado passa por New Hampshire e Ohio

estadão.com.br,

02 de novembro de 2012 | 14h21

Texto atualizado às 17h44

WASHINGTON - Uma breve trégua na campanha presidencial dos Estados Unidos por causa do furacão Sandy teve fim quinta-feira. Enquanto os candidatos, o presidente Barack Obama e seu adversário Mitt Romney, fizeram amplos ataques em seus discursos, as campanhas também ofereceram uma vasta opção de anúncios para TV e rádio tendo como foco regiões e grupos demográficos específicos, segundo o jornal The Wall Street Journal

Como ambos candidatos estão com agendas cheias com eventos de campanha nos próximos cinco dias, eles deixaram claro quais são os Estados prioritários. Obama deve fazer paradas em Nevada e Colorado. Até segunda-feira ele deve visitar Ohio, Iowa e Wisconsin, pelo menos três vezes cada, num claro sinal de que o Meio-Oeste dos EUA é tido como muro de proteção para uma vitória presidencial.

Obama

Obama começou seu rali no aeroporto de Green Bay, em Wisconsin, e dali partiria para um tour de dois dias por quatro Estados americanos. "Nas semanas recentes de campanha, o governador Romney tem usado seu talento de vendedor para mascarar as mesmas políticas que fracassaram em nosso país", disse o candidato democrata.

Em Ohio, Obama, criticou o rival republicano nesta sexta-feira, 2, por veicular um comercial que sugeria erroneamente que a Jeep estava transferindo sua produção para a China, acusando seu oponente de manipular a verdade para assustar eleitores na reta final da campanha eleitoral. "Você não coloca medo em dedicados trabalhadores americanos apenas para conseguir alguns votos. Não é isso que ser presidente significa. Isso não é coisa de um líder", afirmou o democrata.

Romney disse na semana passada que havia lido um artigo dizendo que a Jeep, marca da montadora Chrysler, estava avaliando transferir "toda a produção para a China". A campanha do republicano veiculou um comercial que não repetia a afirmação sobre a transferência, mas dizia que a Chrysler estava considerando produzir Jeeps na China, o que a Chrysler já havia dito anteriormente.

A confusão sobre o assunto fez com que o presidente do grupo Chrysler, Sergio Marchionne, reafirmasse na terça-feira que a companhia não estava transferindo a produção de veículos dos EUA para a China.

Romney

Em Doswell, na Virgínia, Romney qualificou o presidente como inimigo da iniciativa livre das empresas, por, segundo ele, estar mais interessado em fazer ataques políticos do que reavivar a economia. "Ele tem procurado uma agenda para levar adiante em sua campanha. Ele está muito ansioso e só tem me atacado, o que não cria uma agenda para ele", afirmou o candidato republicano.

O candidato republicano afirmou também que o aumento na taxa de desemprego dos Estados Unidos para 7,9 por cento mostra que a economia continua patinando. "O aumento de hoje na taxa de desemprego é uma triste lembrança de que a economia está praticamente estagnada", afirmou Romney, que fez de seu passado de empresário bem sucedido o foco de sua campanha, argumentando que ele está melhor preparado do que o presidente Barack Obama para consertar a economia.

Dados divulgados nesta sexta-feira mostraram que as taxas de desemprego subiram levemente para 7,9 por cento em outubro. Ao mesmo tempo, empresas aumentaram as contratações no último mês, o que fez com que mais trabalhadores retomassem a busca por empregos, resultando na pequena elevação no índice de pessoas procurando trabalho. O Departamento do Trabalho divulgou que os empregadores criaram 171 mil vagas no mês passado.

Romney deve visitar New Hampshire e passará a maior parte desta sexta-feira, 2, em Ohio. De lá, ele parte para o Colorado antes de viajar para a Pensilvânia no domingo.

Com Reuters

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