Obama eleva para 3 milhões meta para criação de empregos

Medida é resposta à piora das estimativas econômicas do país; número supera proposta feita no mês passado

Efe, Agencia Estado e Associated Press,

21 de dezembro de 2008 | 01h22

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, aumentou sua meta de emprego em meio à piora das estimativas para economia do país. Obama pretende criar ou salvar 3 milhões de empregos nos próximos dois anos. O número supera a proposta feita no mês passado de criar 2,5 milhões de novas vagas.   Veja também: Maioria dos americanos confia em medidas políticas de Obama Obama escolhe especialista em clima como consultor científico Completando gabinete, Obama anuncia últimos quatro nomes O gabinete do presidente eleito   Obama, que está no Havaí para passar o Natal, antes de tomar posse de seu cargo, em 20 de janeiro, havia inicialmente fixado o objetivo de criar 2,5 milhões de postos de trabalho, anunciou em novembro. No entanto, segundo contaram neste domingo fontes democratas, ele esteve em uma sessão informativa na terça-feira passada sobre a situação da economia americana, na qual se concluiu que a recessão atual será pior que o imaginado.   Ao longo de 2009, serão perdidos cerca de quatro milhões de empregos nos Estados Unidos, segundo esses prognósticos, e o índice de desemprego pode chegar a rondar 9% da população ativa, contra os atuais 6,7%. De acordo as fontes, Obama pediu então a seus assessores para pensar com "ousadia" em possíveis soluções.   O vice-presidente, Joe Biden, declarou em entrevista emitida hoje na emissora ABC que a economia se encontra "em muito pior estado" do que o inicialmente imaginado. O presidente eleito começou a debater com os líderes do Congresso, de maioria democrata, um plano de estímulo econômico com um valor muito superior ao pensado inicialmente e que poderia rondar os US$ 700 bilhões.   O programa, que funcionários da equipe de transição abordaram esta semana com representantes do Congresso, prevê fomentar o emprego através do investimento em infra-estruturas, tecnologias e energias alternativas. Além disso, o plano contaria com uma série de mecanismos para garantir que os recursos são usados de maneira efetiva e transparente, afirmaram as fontes.   Obama, que repetiu em entrevista coletiva na sexta-feira os planos originais de criar 2,5 milhões de postos de trabalho, anunciou neste domingo a formação de um grupo de trabalho, liderado por Biden, que terá como objetivo propor medidas para fortalecer a classe média. "Minha administração estará completamente comprometida com o futuro das classes média e trabalhadora dos Estados Unidos. Estarão no centro e serão a prioridade de nosso trabalho na Casa Branca", disse o presidente eleito.   "Este grupo de trabalho será um veículo que utilizaremos para garantir que nunca esqueceremos desse compromisso", afirmou.   O grupo, segundo Nick Shapiro, porta-voz da equipe de transição de Obama, terá como metas, entre outras coisas, a conciliação do trabalho e da vida familiar; a proteção da renda das famílias médias e a expansão das oportunidades educativas. Além de Biden, a equipe será formada, entre outros, pelos secretários de Trabalho, Saúde, Educação e Comércio.  

Tudo o que sabemos sobre:
Barack ObamaEUAemprego

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.