Gregory Bull/AP
Gregory Bull/AP

Obama elogia fim de restrições a serviços militares de homossexuais

Lei que proibia a presença de gays assumidos nas Forças Armadas é extinta formalmente

Reuters

20 Setembro 2011 | 13h40

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elogiou o fim da política de banir homossexuais de servir abertamente nas Forças Armadas dos Estados Unidos, dizendo que sua extinção oficial nesta terça-feira, 20, marcava um importante passo em direção a cumprir os ideais de fundação do país.

"Hoje a lei discriminatória conhecida como Don't Ask, Don't Tell (Não Pergunte, Não Conte) foi finalmente e formalmente repelida", disse Obama em um comunicado divulgado pela Casa Branca. "A partir de hoje, americanos patriotas em uniforme não terão mais que mentir sobre quem são a fim de servir o país que amam."

A revogação entrou em vigor nesta terça-feira, introduzindo uma nova era nas Forças Armadas dos Estados Unidos. A lei permitia que homens e mulheres gays servissem no exército apenas se mantivessem sua orientação sexual em segredo. Eles corriam o risco de serem expulsos se falassem abertamente sobre sua homossexualidade.

Em dezembro passado, Obama assinou uma legislação para repelir a política conhecida como "Não Pergunte, Não Conte", que fora aprovada pelo Congresso e virou lei em 1993 sob a presidência de Bill Clinton.

"Nossas Forças Armadas têm sido tanto um espelho quanto um catalisador daquele progresso, e nossos soldados, incluindo gays e lésbicas, deram suas vidas para defender a liberdade e as liberdades que prezamos como americanos", disse Obama. "Hoje todo americano pode se orgulhar porque tomamos outro grande passo rumo a manter nossas forças armadas as melhores do mundo e rumo a cumprir os ideais de fundação de nossa nação", acrescentou o presidente.

Sob a política Don't Ask, Don't Tell, mais de 14.500 pessoas foram expulsas das Forças Armadas desde 1993, segundo a Rede de Defesa Legal dos Membros em Serviço. Durante anos, grupos de direitos dos gays denunciaram a lei e pediram o seu fim como um importante marco na luta contra a discriminação homossexual.

O Pentágono enviou um memorando destacando que o Departamento de Defesa já havia certificado que o fim da política não prejudicaria a prontidão militar, a coesão da unidade ou o recrutamento e retenção dos membros em serviço.

"A partir de hoje, declarações sobre a orientação sexual ou atos ilícitos de conduta homossexual não serão considerados um impedimento ao serviço militar" ou para a admissão das academias militares e outros programas, escreveu no memorando o subsecretário de Defesa para Pessoal e Preparação Clifforn Stanley. "Todos os membros de serviço devem tratar uns aos outros com dignidade e respeito, independentemente da orientação sexual", escreveu Stanley, advertindo que "o assédio ou abuso baseados em orientação sexual" não seriam tolerados nas forças armadas.

O Pentágono disse que recrutadores agora estão aceitando pedidos de alistamento de gays.

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